terça-feira, 20 de setembro de 2016

Agricultores da Raposa passam a contar com moderno sistema de energia solar para produção de alimentos


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Com a intenção de diminuir os gastos dos agricultores, e, por consequência, aumentar a produção de hortifrutis nos Agropolos da Ilha, o Governo do Estado implantou, nesta segunda-feira (19), placas experimentais de captação de energia solar para irrigação na Unidade de Referência de Produção (URP) na Raposa. Inaugurado pelo governador Flávio Dino, o projeto piloto é mais um investimento da gestão que visa aumentar a produção, gerar renda e contribuir para o abastecimento da região metropolitana.
De acordo com o governador é meta do Governo impulsionar a economia do Maranhão. “Um dos caminhos é diminuir as dependências de produtos oriundos de outros estados, sobretudo neste setor de alimentos, então todo nosso trabalho tem esse objetivo estratégico, de garantir a auto sustentabilidade da economia maranhense o máximo quanto possível. E aqui, nos Agopolos, nós estamos mostrando que isso é possível mediante a junção do esforço dos produtores com assistência técnica, com crédito e com iniciativas inovadoras como esta, da energia solar, que é muito importante para que os produtores possam diminuir os seus custos, e, com isso, aumentar a competitividade de seus produtos”, explicou Flávio Dino.
Por iniciativa das secretarias de Agricultura, Pecuária e Pesca (Sagrima) e Minas e Energia (Seme) estão sendo implantados dois sistemas experimentais em URPs do Agropolo da Ilha, além da Raposa, chegará em São José de Ribamar. As placas solares se somam a outras iniciativas do Governo que buscam diminuir custos dos produtores e os resultados já começam a aparecer.
“Iniciamos ano passado com 40 unidades produtivas e agora já estendemos a mais 100. Estamos abastecendo quatro redes de supermercado e a tendência é ampliar cada vez mais. Agora, com esse protótipo colocado esperamos dar mais receita ao nosso produtor”, pontuou, otimista com a novidade, o secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Pesca, Márcio Honaiser.
Os sistemas experimentais são compostos de um painel solar, um inversor e uma bomba centrífuga de água para irrigação, cuja potência pode ser de 0,5 ou de 1,5 HP. Os equipamentos podem ser utilizados por até 25 anos. E a instalação está sendo realizada pela empresa Brasil Solair, que é parceira do projeto.
Segundo a secretária de Estado de Minas e Energia, Crisálida Rodrigues, com as placas solares, a intenção é gerar economia de energia e torna o pequeno produtor independente da concessionária de energia, mas também promover a difusão do uso de energias renováveis no Maranhão.
A novidade agradou mesmo foi ao produtor. É o caso Jorge Araújo Sousa, proprietário da Horte Verde, que acredita na economia de energia. “A gente tem uma despesa alta com a companhia de energia e esse experimento, eu vou ampliar, para que ele cubra a demanda da minha horta e, com isso, eu vou economizar nessa área e aí vou investir em outras coisas. Vou investir em empregos, em funcionários, coisas que a gente precisa para dar continuidade ao negócio”, relatou Jorge Sousa.

Após sucesso da Semana de Dança, São Luís vai sediar 11ª Semana Maranhense de Teatro


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Após o sucesso da 10ª Semana Maranhense de Dança, São Luís se prepara para sediar mais um evento que já entrou para o calendário oficial de eventos do Maranhão: a Semana do Teatro.
Na 11ª edição, a Semana do Teatro no Maranhão’ será realizada de 26 de setembro a 2 de outubro, no Teatro Arthur Azevedo (TAA) em São Luís. Além de espetáculos, a programação do evento conta com a realização de diversas oficinas de capacitação.
INSCRIÇÕES PARA OFICINAS
As inscrições para as oficinas serão iniciadas nesta quarta-feira, dia 14, no TAA. As oficinas e palestras serão realizadas no Teatro Arthur Azevedo, Casa do Maranhão, e também na Universidade Federal do Maranhão (UFMA), das 14h às 17h.
Para assistir aos espetáculos ou garantir participação nas oficinas, os interessados devem levar, no ato da inscrição, um kit de material escolar, que ao término do evento será doado a uma instituição de caridade. No total, serão oferecidas nove oficinas:
Oficina Corpo e Presença (MA), com o ministrante Erivelto Viana:
A oficina abordará técnicas de treinamento para atores, tarefas e ações performáticas, potencializando a qualidade artística e criativa dos participantes. O propósito é investigar possibilidades corporais em busca de uma presença cênica. É voltada para atores, bailarinos, atletas e ao público em geral. Indicação: a partir de 16 anos. Há 20 vagas.
Oficina de Confecção de Máscara Mortuária e Neutra e Utilização de Trabalho Corporal no Conceito de Jaccques Lecoc (MA), com o ministrante Rogério Vaz:
A oficina pretende difundir, implantar e implementar ações continuadas de estudo, ensino, construção e utilização do Teatro de Formas Animadas nas linguagens especificas do Teatro de Máscaras. Indicação: a partir de 16 anos. Há 20 vagas.
Oficina Reciclacirco – Confecção de Malabares a partir de Reciclados (MA), com organização de Donny dos Santos:
Um projeto de “O Circo Tá na Rua”. Existente desde 2013, propõe construir um espaço de troca, multiplicação e divisão da arte do circo. Durante a oficina, os inscritos aprenderão a confeccionar bolinhas, claves, devils, bastões e swings de fita, a partir de materiais recicláveis, facilmente encontrados no cotidiano. Sem indicação, a oficina é indicada a todos os públicos.
Oficina o Ator inconformado (SP), com o ator Vinícius Piedade:
A oficina tem como principal objetivo detectar o que cada artista tem a propor para a cena, o que é muito pessoal e intransferível, e potencializá-lo tecnicamente a aprofundar uma pesquisa no sentido de uma criação própria. As aulas serão essencialmente práticas, com fundamentação teórica, por meio do orientador. Indicado a atores profissionais e atores iniciantes, a partir de 14 anos.
Descarto-me/ em coro, com a performer Natália Coehl:
A ação performática “Descarto-me / em coro” tem como tema a interferência do lixo na vida cotidiana. Por intermédio do jogo entre corpo e imagem, a ação pretende levar às ruas uma desconexão dos padrões imagéticos encontrados nos espaços urbanos, com o intuito de desestabilizar e transformar a paisagem mental dos transeuntes, nem que seja por alguns segundos, causando, assim, fissuras em seu cotidiano, por meio de experiência com o vazio que se instaura ao se deparar com algo desconhecido. Indicação: a partir de 18 anos. Há 20 vagas.
Oficina de Perna de Pau, com Luciano Araújo:
O uso da perna de pau, hoje em dia, é cada vez mais comum. Por meio da arte do teatro ou de rua, muitas pessoas utilizam desta técnica para seu próprio meio de sobrevivência, sendo profissionais liberais onde, por meio desta técnica, fazem divulgação de lojas, eventos, entre outros. O grupo, no final de cada oficina, propõe uma passeata pelas ruas da cidade em forma de intervenção. Indicado para todas as idades. Há 20 vagas.
Do Épico ao Dramático: a transposição de Gêneros como Instrumento de Confecção de Dramaturgia, com o diretor Marcelo Flecha.
A oficina propõe uma introdução ao estudo dos princípios, métodos e técnicas de adaptação literária; análise dos gêneros literários; apresentação do processo de adaptação dos textos “Pai & Filho” e “Velhos caem do céu como canivetes”. Desenvolvimento de habilidades para a produção de dramaturgia.
Oficina de Figurino e Caracterização para o Teatro, com a ministrante Raquel Théo (FUNARTE – RJ):
O figurino é um dos principais elementos na construção narrativa de uma história. Constitui um conjunto de formas e cores que intervém no espaço do espetáculo. É através dele que o espectador se situa em relação à época, o lugar onde a história se passa e até mesmo a personalidade de um personagem. Contribui substancialmente para a elaboração do personagem pelo intérprete.
A Oficina Prática de Figurino, leva ao aluno a oportunidade de entrar em contato com todas as etapas do processo de criação de um figurino, desce a definição do conceito simbólico da criação dos personagens passando pela proposta cênica da direção e criação física do ator até o figurino pronto para entrar em cena. Tem como foco principal os figurinos para as artes cênicas. As aulas são fundamentadas na ideia de que o figurinista não é apenas o criador de vestimentas e sim, de personagens.
Em breve, mais informações com xa programação completa do evento.
Fonte: Agência de Notícias Maranhão

Compra de votos: em Balsas, PM apreende R$ 5 mil e conduz militante à delegacia

Policiais militares da cidade de Balsas(MA), após denúncia de tentativa de compra de votos, apreenderam mais de 5 mil reais e conduziram um militante político à delegacia.
A apreensão do dinheiro foi realizada no bairro Jocy Barbosa, na noite de sábado (17), onde acontecia a conclusão de uma caminhada do candidato Chico Coelho. 

Segundo o Boletim de Ocorrência, a abordagem foi feita após moradores denunciarem que um militante estava comprando votos e andando em alta velocidade pelos bairros Jocy Barbosa e Santa Rita de Cássia. Foram apreendidos também santinhos do candidato a vereador Palinha e no verso Chico Coelho.

No entanto, ao tomarem conhecimento da repercussão do caso nas redes sociais, militantes de Chico Coelho desmentem que estava acontecendo caminhada do candidato no Bairro Jocy Barbosa.
A Polícia chegou até o suspeito depois que recebeu denúncias no 190 de que estava havendo compras de votos por diversos bairros da cidade.
Após passar a noite na cadeia, o conduzido Wadson Miranda está sendo ouvido, neste momento, pela delegada de plantão.  

Informações de Francisco Garcia
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BlogThis!Compartilhar no TwitterCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest Siderúrgicas tentam barrar usina chinesa no Maranhão; Simplício Araújo diz que o Brasil precisa do empreendimento

Grupo chinês CBSteel anunciou que pretende investir US$ 3,5 bilhões em uma unidade na cidade de Bacabeira; companhias nacionais, que operam com ociosidade de quase 40%, dizem que ‘causa estranheza’ interesse chinês no mercado local
Mariana Durão / RIO,
O Estado de S.Paulo
Em meio à maior crise de sua história, o setor siderúrgico nacional se articula para barrar a instalação de uma fábrica da empresa chinesa CBSteel na cidade de Bacabeira, no Maranhão. A preocupação setorial já foi levada ao governo local e a Brasília. A projeção do Instituto Aço Brasil, que representa o setor, é encerrar 2016 com uma produção nacional de aço 6,8% menor e o consumo aparente, que reúne produtos nacionais e importados, encolhendo 14,4%, para o patamar de dez anos atrás.
O protocolo de intenções da CBSteel com o governo maranhense foi assinado no ano passado e o interesse no projeto reafirmado durante a visita do presidente Michel Temer à China para a reunião do G-20, no início do mês. O investimento é estimado em US$ 3,5 bilhões na primeira fase, para atingir uma capacidade de produção anual de 3 milhões de toneladas.
Em uma segunda etapa, a capacidade seria ampliada a 10 milhões de toneladas anuais – 20% da capacidade instalada do setor no País –, com aporte de US$ 4,5 bilhões. O dinheiro virá do Fundo de Desenvolvimento da China.
Na última semana, o Aço Brasil enviou comunicado à China Iron and Steel Association (Cisa), na tentativa de esclarecer que tipo de produto será fabricado pela CBSteel – se placas, voltadas à exportação, ou vergalhões, o que indicaria foco no mercado doméstico –, seu destino e se haverá incentivos. O instituto representa as principais siderúrgicas do País, como Usiminas, Gerdau, ArcelorMittal, CSN e CSA.
De acordo com o secretário de Desenvolvimento e Indústria do Maranhão, Simplício Araújo, a ideia é produzir fio-máquina, que é destinado à fabricação de porcas e parafusos, por exemplo. Depois, a chinesa partiria para os vergalhões.
A CBSteel aposta no desenvolvimento da infraestrutura da região do Matopiba, nova fronteira agrícola do Brasil que abrange o sul do Maranhão e Piauí, centro-oeste da Bahia e o Tocantins. O governo prevê estender à siderúrgica os mesmos incentivos dados a outros projetos, como 95% de isenção de ICMS.
Em julho, o Aço Brasil encaminhou uma carta ao governador do Maranhão, Flávio Dino, relatando a preocupação com a transferência de capacidade de produção de aço da China para o Brasil. O documento cita uma reportagem em que o jornal chinês People’s Daily diz que o projeto não só diminuiria a forte pressão internacional pela redução do excesso de capacidade produtiva de aço na China, como poderia evitar a adoção de medidas de defesa comercial, antidumping e de direitos compensatórios contra o país.
A carta destaca que a indústria siderúrgica brasileira utiliza hoje apenas 60,8% de sua capacidade e, consequentemente, vem demitindo. De janeiro de 2014 a junho de 2016 foram desligados 41.247 funcionários diretos das usinas. Ante o cenário local negativo, o Aço Brasil afirma que “causa estranheza” que empresas chinesas queiram instalar uma planta no Brasil “por meio da transferência de unidades e equipamentos já existentes e em uso na China”.
Pressão
O apelo é para o governador avaliar “a real efetividade dos benefícios que serão gerados pelo projeto e contrapô-los aos riscos não só econômicos, mas também ambientais”. Recentemente, o assunto foi levado à presidência da República e ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
“O governo do Maranhão está negociando com cautela para evitar problemas de poluição e com a cadeia siderúrgica. A preocupação do setor é saudável, mas o Brasil precisa do empreendimento. É um projeto que não vai ficar de pé antes de seis ou oito anos”, diz Araújo.
O secretário afirma que o Maranhão tem uma demanda reprimida por investimentos, dado o histórico de projetos que acabaram não saindo do papel. É o caso da siderúrgica da também chinesa Baosteel e da Refinaria Premium da Petrobrás, cancelada após investimentos de R$ 2 bilhões. Segundo Araújo, o projeto tem apoio do governo Temer e a Fazenda analisa se algum incentivo federal é cabível.
A crise siderúrgica sem precedentes no País é fruto de uma combinação entre fatores internos e externos. No front doméstico, as companhias vêm sendo afetadas por problemas de setores consumidores de aço, como o automotivo e o de construção civil. Do lado externo, o cenário é marcado pelo excesso de 740 milhões de toneladas de aço no mundo e a pesada concorrência da China, acusada de vender aço a preços abaixo dos de mercado e de receber subsídios. Na semana passada, a China prometeu cortar de 100 milhões a 150 milhões de toneladas de produção em cinco anos.