quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

VACINA PARA TODOS, POR CARLOS LULA




Carlos Lula:

Caminhamos para o fim de um ano duríssimo em todos os aspectos de nossas vidas. Desafios pessoais e profissionais se impuseram e ainda se impõem no cotidiano de todos os trabalhadores brasileiros, mas em especial a todos aqueles que fazem o SUS acontecer diariamente. A batalha travada até aqui é por si só gigantesca, mas ela não se encerrará enquanto não houver uma imunização da população através de uma vacina segura e distribuída em todos os cantos do país.

Acredito que este seja o principal debate a ser feito no momento, que aflige as famílias brasileiras, algumas delas em luto, algumas delas vivendo as decorrências da crise econômica que se instalou com a pandemia. “Quando seremos vacinados?” Não existem respostas fáceis, mas existem caminhos possíveis.

Em primeiro lugar é garantir que o diálogo institucional seja respeitado em todas as instâncias. Nossos esforços à frente da presidência do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) tem sido de discutir do ponto de vista técnico a viabilidade e a logística do nosso plano de imunização. Tenho dito que esta pandemia, e o ano de 2020 em particular, já deram provas suficientes de que o trabalho desarticulado entre os entes da federação impõe prejuízos incalculáveis em todo o processo de enfrentamento ao vírus, atrasa o cumprimento de metas e coloca em xeque a credibilidade que as pessoas depositam nas lideranças nacionais que são ou deveriam ser exemplos para lidar com toda a crise sanitária.

Em segundo lugar não partimos de um ponto qualquer. Já existe, desde a década de 1970, um Plano Nacional de Imunização, que tem sido aperfeiçoado a cada ano e que, embora não utilizemos a mesma estratégia das campanhas anteriores, detemos uma expertise técnica qualificada —e falo com tranquilidade, porque conheço de perto as capacidades que o corpo burocrático de imunização do SUS é capaz. Em Brasília, no Maranhão e nas diversas cidades do território maranhense. A mobilização e a energia que cada profissional entrega é impressionante. Agora imaginem o brilho nos olhos de nossos vacinadores nesta honrosa missão. Minha equipe toda trabalha pensando nesse horizonte: na satisfação dos brasileiros que serão vacinados e nos que vacinarão.

Mas este resultado não depende de mágica ou piscar de olhos. Pelo contrário, ele é construído todos os dias, em reuniões de planejamento, em conhecimento técnico, mas principalmente em compromisso irremediável com o bem-estar dos brasileiros, indistintamente de ideologia partidária ou crença política. Precisamos a qualquer custo avançar em questões importantes para a sociedade nacional, e a nossa contribuição como operadores da política pública de saúde é esta: dar o exemplo de que divergências de pensamento não atravessam nossos objetivos.

Em nota conjunta, tanto o Conass como o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) reiteraram a coordenação efetiva e direta do Ministério da Saúde na articulação do Programa Nacional de Imunizações (PNI); ou seja, em uma sinalização explícita de que nenhum protagonismo exacerbado é suficiente para conter o tamanho do desafio que se apresenta.

Unificar cronogramas, agendas, modalidades, estratégias de alcance e estratificação de grupos de risco faz parte de uma logística, como disse há pouco, complexa e bem detalhista. Fugir dessa programação é um erro que em hipótese nenhuma podemos cometer.

A incorporação no tempo oportuno, o mais rápido possível, das vacinas comprovadamente eficazes contra o coronavírus e a ampla vacinação, no menor tempo possível, para todos os usuários do SUS. É um lema simples e ao mesmo tempo muito objetivo, que oferece a magnitude da missão que temos para os próximos meses.

Com sobriedade e trabalho diuturno acredito que sejamos capazes, a despeito de todos os tropeços pelo caminho, de obter resultados satisfatórios, mostrando mais uma vez que o Sistema Único de Saúde é o maior patrimônio que temos em termos de políticas públicas.

*Carlos Lula é presidente do Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde), é secretário de Estado da Saúde do Maranhão_

*Artigo publicado originalmente na Folha de São Paulo: Vacina para todos.




Fonte: Blog do Jorge Vieira. 
Disponível em:
<https://www.blogjorgevieira.com/vacina-para-todos-por-carlos-lula/
Acesso:16 de Dezembro de 2020.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

Dezembro terá conjunção de gigantes, eclipse solar e chuva de meteoros





SANTA CATARINA – O céu ainda guarda surpresas para 2020. Pelo menos três eventos astronômicos vão marcar, com chave de ouro, o final deste ano.

Um mês movimentado, segundo o doutor em Física e professor do Instituto Federal de Santa Catarina, Marcelo Schappo.

A começar, neste dia 13, com o ápice da chuva de meteoros chamada de Geminídeas. O fenômeno ocorre quando fragmentos de rochas entram na atmosfera do planeta Terra em alta velocidade e são incinerados.

O rastro de luz é também chamado popularmente de ”estrelas cadentes” e segundo Schappo, esta chuva de meteoros de dezembro é uma das mais esperadas pelo espetáculo visual.

Para a observação das Geminídeas a dica é ”montar guarda”.

A ideia é se afastar completamente das luzes da cidade, daí fique de olho no céu e monte guarda. Quando mais aberto estiver o céu, mais chance de observar os meteoros que são rastros de luz de curta duração que vão pipocando pelo céu”, orienta o físico.

No dia 14 é a vez de um eclipse solar, alinhamento astronômico em que a Lua fica entre o Sol e a Terra.

Em países como Argentina e Chile o eclipse será total, mas aqui no Brasil ele será observado de forma parcial. No Sul do país, o encobrimento ficará entre 40% e 60%. Enquanto, no Distrito Federal será de menos de 10%.

Mas, mesmo com o eclipse parcial, o professor do IFSC alerta para os cuidados com a observação do Sol.

Muito importante que não se faça a olho nu. A solução é comprar um vidro de soldador, que pode ser encontrado em lojas de material de construção, com tonalidade 14. Ele oferece proteção segura. Jamais use chapas de raio-x ou vidros fumês”, adverte.

E por fim, e tão aguardado, um encontro de gigantes do nosso sistema solar com auge no dia 21 de dezembro. É a chamada grande conjunção de Júpiter e Saturno.

O alinhamento dos planetas Júpiter e Saturno com a Terra é considerado relativamente raro por que ocorre a cada 20 anos, mas desta vez, é ainda mais. Isso porque tamanha proximidade entre os planetas não era vista há séculos.

E o escalonamento deste alinhamento já pode ser observado.

O que é mais interessante observar na grande conjunção é que ela pode ser acompanhada ao longo do mês. No horizonte oeste, após o pôr do Sol vai observar dois pontos que parecem duas estrelas, mas são Júpiter e Saturno. Noite após noite estarão mais próximos um do outro. O ápice deste encontro será no dia 21. E depois disso, poderão continuar a observar o distanciamento.”, diz o professor.





Fonte: BNC Brasil
Disponível em:
Acesso:14 de Dezembro de 2020.

Ex-policial que se elegeu vereador em Itapecuru e foi preso com Pacovan irá receber diploma direto da cadeia






Condenado pela justiça por vários crimes, Abraão Nunes Martins Neto, do PDT, (foto) deverá ser diplomado vereador do município de Itapecuru nesta quarta-feira (17) pela Justiça Eleitoral. Abraão que teve candidatura deferida e foi o 14º candidato mais votado com cerca de 297 dos votos válidos.

Porém, o fato que chama a atenção, é que atualmente o vereador eleito se encontra preso no “Manelão, que fica no Comando-Geral da Polícia Militar do Maranhão, isso por que o mesmo é um ex-policial militar condenado pelos crimes de homicídio, extorsão, estelionato, tortura, porte ilegal de arma e organização criminosa.

Abraão foi preso no bojo da Operação Ágil Final que apurou tentativa de extorsão contra o prefeito Eudes Sampaio, de São José de Ribamar, numa negociação até agora mal explicada envolvendo recursos da saúde do município. Na ocasião, também foi preso o empresário Josival Cavalcante da Silva, agiota mais conhecido como agiota Pacovan e o ex-prefeito de Água Doce, Antônio José Silva Rocha, também do PDT.

Na ficha criminal do parlamentar eleito, ainda está anexada a sua participação no assassinato do empresário George Siqueira Campos, o “Geó”, em julho de 2011, na cidade de Itapecuru-mirim. Em 2013, as investigações da Polícia Civil concluíram que o crime foi a mando da ex-mulher da vítima Lúcia Regina Mendonça Bastos, tendo como executores Abraão Martins na companhia de outro policial militar, que resultou nas prisões dos três posteriormente.

No último dia 10 de novembro, Abraão Nunes foi condenado pela Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão pelos crimes de porte ilegal de fogo e tortura. Por unanimidade, os desembargadores João Santana de Sousa, Antônio Fernando Bayma Araújo e Raimundo Nonato Magalhães Melo acompanharam o parecer da Procuradoria Geral de Justiça.

Na Justiça, contra o vereador constam os rocesso nº 7642017, 2ª Vara de Itapecuru-Mirim e n° 9042017, 3ª Vara de Itapecuru- Mirim. Além de outro processo, de número º 278-03.2020.8.10.0048 (2782020).



Fonte: Blog do Domingos Costa. 
Disponível em:
Acesso:14 de Dezembro de 2020.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

Márcio França diz que Flávio Dino está de mudança para o PSB; Orlando Silva reage






Terceiro colocado na corrida à Prefeitura de São Paulo, Márcio França (PSB) indicou em entrevista à Folha que tenta atrair o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, para sua órbita e a do ex-ministro Ciro Gomes (PDT), que foi aliado do ex-governador na eleição paulistana e é presidenciável para 2022.

Se o Kassab faz um movimento como esse, rumo ao Ciro, seria importante”, disse ele, incluindo na costura de um eventual projeto nacional o prefeito reeleito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD).

Para o ex-governador, Bruno Covas (PSDB) foi para o segundo turno contra Guilherme Boulos (PSOL) e venceu porque preencheu um espaço de “meio” (ou “miolo”) que ele almejava ocupar.

França, que é tido como negociador habilidoso e se descreve como alguém pragmático, revelou ainda ter expectativa de ganhar como colega no PSB o governador do Maranhão, Flávio Dino (PC do B).

Suponha que saia uma chapa tipo Kalil presidente da República, com Cid Gomes [senador do PDT e irmão de Ciro] vice, por exemplo. Aí acerta Pernambuco, acerta Ceará, entra São Paulo, e pronto, já está feito um enquadramento. É um eixo [possível]. O Kassab joga um papel importante aí. E há um papel importante agora que vai ser jogado pelo Flávio Dino, que eu sinto que está de mudança. Para o PSB? Acho que sim. Sou muito amigo do Flávio. Ele é brilhante. Foi o melhor deputado que eu conheci em Brasília. O movimento dele vai ser o mais importante dos próximos dias. O PC do B está com um problema [com a cláusula de barreira]. Ou eles migram para algum canto ou vão ser diluídos” disse França.

Sobre a disputa presidencial em 2022, Márcio França afirmou que Doria, Ciro Gomes (PDT) e Bolsonaro estão consolidados como pré-candidatos.

Quando questionado sobre as alianças para 2022, Márcio França deixa a possibilidade de uma chapa presidencial com Alexandre Kalil (prefeito de Belo Horizonte, pelo PSD, reeleito no primeiro turno com 63,36% dos votos) e Cid Gomes (senador pelo PDT) na vice.

Ao analisar os vitoriosos da eleição 2020, França indica três: Kassab, Doria e Ciro. Também destaca a importância de Gilberto Kassab para 2022.

O Kassab botou uma candidatura em São Paulo sem chamar muita atenção (Andrea Matarazzo) e sem brigar com ninguém. E foi muito bem no estado e no Brasil. Ele é um player nacional relevante, está descolado do centrão. Além disso, percebo o Kalil como uma estrela em ascensão, é ligado ao Kassab e amigo do Ciro. Vejo nisso aí uma certa chance, um certo alinhamento”, analisa.

Em seguida, França diz que Kassab não tem simpatia pela aliança PSDB-DEM. “Se o Kassab faz um movimento como esse, rumo ao Ciro, seria importante. Sinto que o Kassab não tem simpatia pela engenharia PSDB-DEM. Conheço o jeitão dele. Ele não tem nada a ver com o Doria também. Ele é rival do DEM”, disse.

Para França outro personagem importante para 2022 é Flávio Dino. “Há um papel importante agora que vai ser jogado pelo Flávio Dino que está de mudança”, revela França, que é questionado pela reportagem da Folha se o governador do Maranhão está de mudança para o PSB.

Orlando Silva reage




O deputado federal, Orlando Silva (PCdoB-SP), reagiu à declaração do ex-governador de São Paulo, Márcio França (PSB), de que o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), estaria de mudança para o PSB.

Para Orlando, “se há algo deplorável é o desrespeito, como o de Márcio França conosco”. O ex-ministro perguntou ainda: “quer construir a frente ampla assim?” e a seguir afirmou que “o que nos move é um projeto histórico, talvez incompreensível para quem só pensa na próxima eleição”.



Sou militante do PCdoB há mais de 30 anos. Se há algo deplorável é o desrespeito, como o de Márcio França conosco. Quer construir a frente ampla assim? O que nos move é um projeto histórico, talvez incompreensível para quem só pensa na próxima eleição.”


Fonte: Blog do John cutrim. 
Disponível em:
Acesso: 10 de Dezembro de 2020.