sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Bolsonaro sugere 'fazer cocô dia sim, dia não' para ajudar meio ambiente

 presidente, que tem 5 filhos, também defendeu o planejamento familiar para controlar a população na Terra.


O presidente Jair Bolsonaro acrescentou um novo fator na equação que tenta equilibrar o desenvolvimento econômico e a preservação ambiental no País. Nesta sexta-feira (9), Bolsonaro sugeriu que um repórter “fizesse cocô dia sim, dia não” para ajudar na preservação do meio ambiente. 
Questionado se seria possível equilibrar o crescimento da economia com a sustentabilidade, Bolsonaro respondeu em tom irônico.
“Você fala para mim em poluição ambiental. É só você fazer cocô dia sim, dia não, que melhora bastante a nossa vida também”, declarou.
Ainda, o presidente sugeriu que o jornalista diminuísse a sua ingestão de alimentos diária para diminuir o impacto ambiental.
″É só você deixar de comer um pouquinho”, afirmou. 
Na mesma fala, o chefe do Executivo defendeu a política de planejamento familiar para controlar o crescimento populacional e diminuir a poluição na Terra.
Segundo ele, a quantidade de filhos de cada família é inversamente proporcional à formação cultural dos pais. Ainda, disse que ele, que tem cinco filhos, seria uma “exceção”.
“Agora, o mundo, quando eu falei que cresce mais de 70 milhões por ano, precisa de uma política de planejamento familiar [...] Você olha que as pessoas que têm mais cultura, têm menos filhos. Eu sou uma exceção à regra, tenho cinco. Mas como regra é isso”, completou.
Com informações 
Ana Beatriz
UFFPOSTBRASIL

Sérgio Chapelin deixa o Globo Repórter, e Sandra Annenberg e Glória Maria apresentarão o programa; Maju Coutinho assumirá o JH

Mudanças no Jornalismo da Globo acontecerão a partir do fim de setembro. Assim como Cid Moreira, Chapelin continuará ligado à emissora.

O Globo Repórter e Jornal Hoje passarão por mudanças no fim de setembro. O Jornalismo da Globo anunciou nesta sexta-feira (9) que Sérgio Chapelin deixará o programa, que passará a ser apresentado por Sandra Annenberg e Glória Maria. A bancada do JH ficará a cargo de Maria Júlia Coutinho, a Maju.

Sérgio Chapelin

Uma das figuras mais conhecidas da TV, Sérgio Chapelin, de 78 anos, está há quase 50 anos da Globo. Assim como Cid Moreira, ele continuará ligado à emissora. Chapelin já passou pelo Jornal Hoje, Jornal Nacional, Fantástico, Jornal da Noite, Jornal da Globo e Globo Repórter.
Nascido em 1941, na cidade de Valença, no interior do Rio de Janeiro, iniciou a carreira no jornalismo como locutor e se destacou na Rádio Jornal do Brasil nos anos 1960.
Na bancada do JN, ao lado de Cid Moreira, o apresentador anunciou as principais notícias que marcaram o Brasil e o mundo. Tiveram destaque o início e fim da Guerra do Golfo, o impeachment de Fernando Collor, o massacre no Carandiru, o anúncio e desdobramentos do Plano Real, e o terremoto na cidade japonesa de Kobe. Em 1985, Chapelin apresentou, sozinho, uma das edições mais marcantes do Jornal Nacional, sobre a morte do presidente-eleito Tancredo Neves.
Em entrevista ao Memória Globo, Chapelin contou que sua principal virtude está em saber interpretar o texto e transmitir emoção ao público. “O meu padrão é fazer o melhor possível.” Após mais de quatro décadas vivendo o telejornalismo, o apresentador falou sobre a experiência.
“A vantagem do telejornal é: pode mudar a abertura, o cenário, o apresentador, mas ele viverá. Alimenta-se da notícia.”

Glória Maria

Glória Maria está no time do Globo Repórter desde 2010 com suas matérias especiais. Agora, ao lado de Sandra Annenberg, que também não abre mão da reportagem, ela deve dar uma nova cara à atração semanal.
Glória Maria está no Globo Repórter desde 2010 e irá revezar a apresentação dele com Sandra Annenberg — Foto: Cesar Alves/Globo
Em sua carreira de repórter, Glória esteve em mais de 100 países. Já cobriu terremotos, vulcões, eleições e assuntos de grande repercussão, como a posse do presidente americano Jimmy Carter, em 1976, e o desfecho do sequestro de mais de 100 diplomatas que estavam numa festa na casa do embaixador do Japão, em Lima, no Peru, em 1997. Entre as personalidades que entrevistou estão Michael Jackson, Harrison Ford, Leonardo DiCaprio, Sophia Loren, Nicole Kidman, Freddie Mercury e Madonna.
Apresentou o Bom Dia Rio, o Jornal das Sete (predecessor do RJ2), o Jornal Hoje e, de 1998 a 2007, o Fantástico, onde deixou sua marca.
Ela foi a primeira repórter a fazer uma reportagem ao vivo no Jornal Nacional, em 1977, na Avenida Brasil, durante um engarrafamento. Na hora de ir ao ar, os refletores desligaram, mas Glória conseguiu reportar a notícia iluminada por faróis dos veículos. Anos mais tarde, em 2007, ela fez a primeira transmissão em alta definição da TV brasileira, na Cidade Proibida, em Pequim, para o Fantástico.
Glória foi também a primeira mulher na Globo a cobrir uma guerra. Coube a ela anunciar o fim da Guerra das Malvinas, em 1982.

Sandra Annenberg

Sandra Annenberg ficou 18 anos à frente do Jornal Hoje e agora, além de apresentar o Globo Repórter, também irá se dedicar a reportagens especiais.
“Vou sentir saudades, mas sou movida a desafios, e o Globo Repórter é irrecusável”, afirmou.
 Sandra Annenberg na bancada do Jornal Hoje, onde esteve por 18 anos — Foto: Zé Paulo Cardeal/Globo
Com o anúncio da nova fase profissional, Sandra contou que, de todos os programas da Globo, só não havia passado pelo Globo Repórter. A jornalista estreou na emissora em 1991 fazendo a previsão do tempo do Jornal Nacional. Na mesma época, comandava também o São Paulo Já Primeira Edição. De 1993 a 1996, Sandra apresentou o Fantástico ao lado de Fátima Bernardes e Celso Freitas.
Passou também pela apresentação do Jornal da Globo e Globo Notícias e, desde 2014, comanda o programa Como Será?.
Ao longo da carreira, participou de grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo as mortes do piloto Ayrton Senna, em 1994, e da Princesa Diana, em 1997, além de eventos esportivos como as Copas da Alemanha, da África do Sul e da Rússia.
A maior emoção, diz ela, foi reportar a morte de Senna. “Eu e Fátima Bernardes entramos ao vivo ao longo de todo o domingo, com boletins ao vivo. Seguramos a emoção. Durante o programa, combinamos de não nos olharmos porque sabíamos que íamos desabar. Ao fim do programa, olho no olho, dever cumprido e muito choro”, lembra.

Maju Coutinho

Atual responsável pela previsão do tempo do Jornal NacionalMaju Coutinho já passou também pela bancada do JH em algumas ocasiões, desde 2017. No mesmo ano, apresentou pela primeira vez o Jornal Nacional. E, em agosto de 2019, estreou no Fantástico, substituindo a jornalista Poliana Abritta, que estava em férias.
Maju Coutinho inovou ao simplificar a linguagem e noticiar fenômenos climáticos de forma didática — Foto: Cesar Alves/Globo
Maju estreou na Globo em 2007 fazendo reportagens dos telejornais locais de São Paulo. “Foram 6 anos de rua, antes de me escalarem como substituta na previsão do tempo do Globo Rural e do Bom Dia Brasil”, recorda. Foi convocada, também, para levar sua previsão do tempo para o Hora 1, onde interagia com a apresentadora Monalisa Perrone. Leve e descontraída, a conversa entre as duas tratava não só da temperatura, mas também da roupa que telespectador deveria ir para a rua e encarar o novo dia.
Maju inovou na linguagem. Tirou termos técnicos usados por meteorologistas e se aproximou do público com explicações didáticas sobre fenômenos como El Niño e La Niña. Em 2015, estreou ao vivo com a previsão no Jornal Nacional, levando seu estilo para o programa. O sucesso foi imediato.
“Eu não poderia imaginar como essa exposição a um público maior, com mais TVs ligadas, causaria uma mudança tão grande para mim”, diz Maju.
Maju foi convidada pela Organização Meteorológica Mundial da ONU para participar da COP 21 em Paris, em 2015, e repetiu os encontros em 2017, em Turim, e em 2018, novamente em Paris. Ela também ganhou menção elogiosa da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima por ter introduzido informações sobre sustentabilidade e mudanças climáticas na previsão do tempo do Jornal Nacional.
A jornalista seguiu sua dedicação ao tema e, em 2016, lançou o livro “Entrando no Clima” (Editora Planeta), um almanaque sobre fenômenos meteorológicos.
No Twitter, Maju comentou o anúncio: "Faço aniversário amanhã, mas o presente veio hoje. Que honra e que grande responsabilidade apresentar um telejornal brilhantemente comandado pela competente e querida do público e dos colegas @sandraannenberg!".

Com informações G1

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Rubens Junior anuncia “casamento” do Cheque Minha Casa com Nosso Centro

Rubens Pereira JR e Flávio Dino durante solenidade do Cheque Minha Casa

Através das redes sociais o Secretário de Estado das Cidades (SECID), Rubens Pereira Junior, anunciou uma edição do programa Cheque Minha Casa voltado para famílias que residem na área de abrangência do programa Nosso Centro, executado pelo Governo Estadual através da SECID.
Com Cheque Minha Casa, as famílias de baixa renda que moram na área do “Nosso Centro Histórico de São Luís”, contarão com um aporte financeiro do estado para a reforma, a ampliação ou melhoria de suas residencias, com prioridade para as instalações sanitárias do imóvel.
Segundo Rubens Junior, foi publicado o edital que convoca 300 famílias para serem beneficiarias do cheque minha casa, o secretário anunciou que a entrega será no próximo dia 08 de setembro, data do aniversario de São Luís.
Confira o vídeo abaixo:


Com informações Observatório dos Cocais

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Dony De Nuccio pede demissão da Globo após escândalo milionário com banco

O jornalista Dony De Nuccio pediu demissão da Globo após o Notícias da TVrevelar o envolvimento do âncora do Jornal Hoje em negociações com clientes de uma empresa de comunicação que ele abriu em 2017. Nesta quinta-feira (1º), De Nuccio enviou e-mail a Ali Kamel, diretor-geral de Jornalismo, reconhecendo que contrariou o código de conduta dos jornalistas da emissora e, por isso, decidiu apresentar sua carta de demissão. O executivo aceitou a decisão "com pesar", segundo nota divulgada pela Globo (veja no final deste texto). Dony já não apresenta mais o JH.
A saída do âncora quase dois anos após assumir a bancada do Jornal Hoje (ele estreou em 7 de agosto de 2017) interrompe uma carreira meteórica. Ele já era apresentador substituto do Fantástico e do Jornal Nacional e visto como candidato à vaga de William Bonner na bancada do principal telejornal do país.
No e-mail a Ali Kamel, De Nuccio reconhece que se envolveu em "serviço pontual que pode ser interpretado como assessoria de imprensa", o que viola as normas de quase todos os veículos de comunicação. Ele reclamou de ter sido vítima de "campanha para me destruir e sangrar a qualquer custo" e de "criminosa invasão de computadores, arquivos e mensagens".
Depois de revelar que a empresa de Dony, a Prime Talk, faturou R$ 7 milhões escondido da Globo com a produção de vídeos para treinamento de funcionários do Bradesco, alguns com a participação do jornalista, o Notícias da TV apresentou à Globo um e-mail que mostrava que De Nuccio esteve envolvido ativamente na negociação de um contrato com o Banco Bradesco que geraria uma receita de R$ 60.436.800 em três anos. Antes, ele havia negado que participava diretamente das discussões de valores.
"Procurei vasculhar o histórico de dois anos de e-mails enviados por mim enquanto cumpria função na empresa. De fato, na esmagadora maioria das vezes, eu não tratava de valores com contratantes. Mas, em algumas circunstâncias pontuais, e das quais eu sinceramente não me recordava, há sim menção a cifras e projetos", discursa De Nuccio no e-mail enviado a Kamel (leia na íntegra ao fim do texto).
Na sexta-feira passada (26), Samy Dana, sócio de De Nuccio na Prime Talk, não teve seu contrato renovado pela Globo. Ele trabalhava para o grupo desde janeiro de 2013 e somava, além de suas entradas na TV, uma coluna nos jornais O Globo e Valor Econômico, no portal G1 e na Rádio Globo.

R$ 60 milhões em contratos

A Prime Talk Produções e Assessoria prestou ao Bradesco nos últimos dois anos serviços de "road show telepresencial", treinamento telepresencial, elaboração e produção de cartilhas, desenvolvimento de aplicativos e gravações de vídeos. Faturou R$ 7.239.692, a maior parte no início deste ano, conforme revelou o Notícias da TV ontem (31).
Mas queria mais. Em e-mail enviado em 8 de janeiro deste ano a Glaucimar Petivcov, diretora-executiva do Bradesco, Dony apresentou uma detalhada proposta para "reformular, desenvolver e implementar uma nova e completa estratégia de Comunicação Interna do Banco Bradesco". Os serviços seriam executados durante 36 meses, mediante o pagamento de 36 parcelas de R$ 1.678.800, mais de R$ 60 milhões no total.
Dony revela no e-mail uma certa intimidade com a mulher que comanda a área de Recursos Humanos de um banco com mais de 100 mil funcionários e 5 mil agências. A chama de "Glauci querida" e ostenta seu poder de influência ao relatar a maratona profissional que enfrentou na primeira semana deste ano.
"Fim/começo de ano corrido! Fantástico (RJ) + Posse (BSB) + Jornal Nacional (RJ) + Jornal Hoje (SP). Ufa! rs", diz na introdução, citando dois dos mais prestigiados programas da Globo.
A emissora possui código de ética que proíbe seus funcionários de usarem seus cargos para obterem vantagens pessoais e, no caso de apresentadores como De Nuccio, cederem sua imagem para vídeos sem prévia autorização.

Jornalista fez negócios escondido da Globo

Os chefes de Dony e Samy Dana não sabiam que eles eram donos de uma próspera empresa de comunicação até duas semanas atrás, quando o Notícias da TV revelou que o apresentador do Jornal Hoje havia gravado vídeos exibidos a funcionários e clientes da Bradesco Seguros, contrariando o Código de Conduta do Grupo Globo.
Apesar do evidente conflito de interesses em um apresentador de telejornal que mantém negócios milionários com um banco, a Globo deu um voto de confiança a ele. Informou que acredita que Dony não agiu de má-fé e que deixou a sociedade com Samy Dana assim que a história veio à tona, em meados de julho.
Em duas notas ao Notícias da TV, Dony enfatizou que não participava de negociações com clientes, para não usar o poder de influência que as bancadas da Globo lhe conferem. Na terça (30), afirmou que em "todo o período em que esteve ligado à empresa jamais atuou na captação de clientes e jamais negociou valores ou discutiu pagamentos".
Ontem (31), o jornalista reforçou: "Minhas atividades na referida empresa eram fruto do meu entendimento de que ao não me envolver em negociações comerciais nem fazer publicidade usando a minha imagem, não infringia norma."
O e-mail à diretora-executiva do Bradesco, no entanto, coloca essa versão totalmente abaixo. Ele não só se envolvia nas negociações como parecia ser um bom vendedor.

Carreira meteórica

O jornalista de 35 anos entrou no Grupo Globo em 2011 e teve uma ascensão meteórica na rede. Após trabalhar em telejornais locais de São Paulo, assumiu o programa Conta Corrente, do canal pago GloboNews. No fim de 2015, virou apresentador do Jornal das Dez. Menos de dois anos depois, entrou na vaga deixada por Evaristo Costa e se tornou parceiro de Sandra Annenberg no Jornal Hoje.
De Nuccio foi confirmado para a bancada do Jornal Hoje em julho de 2017, e estreou na posição em 7 de agosto do mesmo ano. Durou menos de dois anos no posto.

Leia a carta de demissão de Dony De Nuccio na íntegra

"Caro Ali, 
Como afirmei anteriormente, não tinha conhecimento de que os tipos de serviços prestados pela empresa à qual estava ligado contrariavam normas da Globo. Reitero que minha função não era negociar valores com clientes, mas sim trabalhar na concepção dos projetos e em seu conteúdo.  
Frente à recente onda de ataques que venho sofrendo, e com indícios de criminosa invasão de computadores, arquivos e mensagens, procurei vasculhar o histórico de dois anos de emails enviados por mim enquanto cumpria função na empresa. De fato, na esmagadora maioria das vezes, eu não tratava de valores com contratantes. Mas, em algumas circunstâncias pontuais, e das quais eu sinceramente não me recordava, há sim menção a cifras e projetos. Nos poucos casos em que isso aconteceu, a proposta geralmente não prosperou e a contratação não foi efetivada. De qualquer forma, fui traído pela memória. E me penitencio por isso.  
Quero acrescentar também que depois de nossa longa conversa e do relato mais pormenorizado que lhe fiz sobre as atividades já desempenhadas pela PrimeTalk, há um serviço pontual que incluiu o que pode ser interpretado como assessoria de imprensa. Entendo com os olhos de hoje que o escopo dos serviços prestados ultrapassa os limites do que a Globo espera de seus jornalistas. E lamento que, mesmo sem dolo, não tenha percebido isso antes.  Não quero mais - por qualquer que seja o artigo ou vazamento na contínua tentativa de destruir minha reputação - constranger você, a Globo ou a minha família. 
Desde muito cedo na vida sonhei em trabalhar com televisão, e procurei ao longo de toda minha trajetória me preparar para poder, algum dia, agregar muito valor aos quadros da Globo. Foi pensando nisso que procurei a formação acadêmica mais sólida possível, com jornalismo, economia, extensão internacional e mestrado em economia e finanças.
Em 2011 abri mão de uma promissora carreira no mercado financeiro, para me tornar repórter nos quadros da Globo. Parecia uma decisão difícil, mas não foi: representava o começo de uma nova caminhada, com a qual eu sonhava desde tempos remotos. 
Dentro da emissora tive a possibilidade de trabalhar nos mais diversos telejornais e funções, e participar de algumas das coberturas mais marcantes da história do nosso país. Fui repórter do Jornal da Globo, do BDSP, SPTV1 e SPTV2. Fui editor de economia e comentarista do Jornal das 10 e do Hora 1. Ajudei a criar e depois apresentar programas como o Conta Corrente e GloboNews Internacional, além de ancorar o próprio J10, participando de análises políticas e econômicas com algumas das maiores referências do ramo no jornalismo brasileiro. Nos últimos dois anos, tive a imensa alegria e desafio de comandar o Jornal Hoje, dividindo bancada com a talentosa, inspiradora e hoje amiga pessoal, Sandra Annenberg. E ainda pude apresentar o Fantástico e o Jornal Nacional em diversas ocasiões. 
Olho no retrovisor com alegria e satisfação por toda essa caminhada, e sou muito grato a você e à Globo pela oportunidade que me deram de bater asas, trabalhar duro e voar alto, ocupando alguns dos mais importantes postos do telejornalismo brasileiro. Fico orgulhoso e feliz com o que pudemos construir e criar juntos. 
Mas, assim como é preciso persistência e suor para crescer, é preciso sabedoria para parar. 
Nas últimas semanas me vi mergulhado em uma infindável onda de ataques, com a vida dentro e fora da Globo vasculhada e revirada, sigilos fiscais violados, endereços expostos, trabalhos de exclusiva veiculação interna publicados, e até e-mails privados hackeados. 
Quanto mais perto estamos do topo da montanha, mais forte é o vento. E é esperado que seja assim. Mas essa contínua campanha para me destruir e sangrar a qualquer custo não pode prosperar. Não faz bem nem a mim, nem à minha família e nem à emissora. Não é justo com nenhum de nós. 
Por esse motivo, embora com aperto no coração, solicito meu afastamento do telejornalismo. 
E o faço com o espírito leve e a consciência tranquila, porque jamais ajo de má fé. Jamais tive o intuito de burlar regras ou obter benefício que julgasse incompatível com as funções que ocupava na emissora (isso sim, seria incompatível com a minha história pessoal). Trabalhei, duro e dobrado, para complementar a renda, fora do horário da Globo, e dentro dos limites que ao meu ver eram compatíveis e aceitáveis. Se errei, não foi com dolo, e humildemente peço desculpas. 
Estou convicto de que em cada um dos dias em que aqui estive tratei com respeito e lealdade a todos com quem interagi, independentemente da função ou hierarquia. E sempre enxerguei a todos não como colegas de trabalho, mas como amigos. 
Saio, neste momento, certo também de que em cada um dos dias e anos em que aqui trabalhei, sempre atuei com absoluta paixão e dedicação para levar ao público a notícia da forma mais atraente, correta, completa e interessante possível.  
Mais uma vez, muito obrigado pela parceria, pelas oportunidades e pela confiança. 
Construímos uma história incrível. 
Dony de Nuccio."

Veja a resposta de Ali Kamel à mensagem de Dony

"Caro Dony,
Agradeço sua carta honesta e transparente. Aceito o seu pedido de demissão com pesar mas, assim como você e pelas razões que você aponta, com a certeza de que é o melhor caminho a seguir. Entendo que é absolutamente sincero quando afirma que não agiu com dolo, e esta carta é uma prova eloquente disto. Nossa longa conversa de hoje cedo permitiu que eu entendesse as suas motivações e você entendesse as razões da Globo. Agradeço os anos em que trabalhou na Globo, que você descreveu tão bem. E o seu empenho e a sua dedicação. Um abraço e sorte na sua nova trajetória, 
Ali Kamel."

Globo vai editar nova norma para jornalistas

Juntamente com os e-mails de Dony De Nuccio e Ali Kamel, a Globo divulgou nota informando que irá editar em breve um texto tornando mais claras as regras para participação de jornalistas em atividades fora da emissora. Confira:
"A direção de Jornalismo da Globo informa que foi procurada por alguns de seus jornalistas que relataram que foram contratados por terceiros para participação em eventos institucionais gravados em vídeo, mas sempre com proibição expressa de que as imagens fossem veiculadas ao público externo ou a clientes."
"Em alguns casos, a participação se deu com autorização da Globo por não ferir as políticas atuais da empresa. Em outros casos, a participação foi inadequada, mas sem má-fé. Todos informaram  que não possuem empresas prestadoras de serviços de marketing, assessoria de imprensa ou de projetos de comunicação empresarial."
"A Globo, ciente agora de que persistem em algumas dúvidas sobre como agir diante de convites, informou que em breve um comunicado reiterará o que é proibido e o que não é, em detalhes, levando em conta a era digital em que vivemos."


Confira trecho de vídeo de Dony De Nuccio para a Bradesco Seguros: