sábado, 2 de março de 2019

Liberado pela Justiça, Lula participa de velório do neto em SP e retorna ao PR

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, na manhã deste sábado (2), do velório e da cerimônia de cremação do neto, Arthur Lula da Silva, de 7 anos, que morreu vítima de meningite meningocócica. Escoltado, o ex-presidente chegou ao cemitério de São Bernardo do Campo (SP) pouco depois das 11h e saiu às 12h58.
Ao deixar o local, Lula acenou para simpatizantes. Depois, entrou em uma viatura do comboio policial e foi levado até um heliponto da Volkswagen, de onde seguiu de helicóptero até o aeroporto de Congonhas. O avião com o ex-presidente decolou às 14h14 de Congonhas com destino a Curitiba. Ao todo, 275 policiais militares participaram da operação de escolta.
O ex-presidente está preso da carceragem da Polícia Federal em Curitiba desde abril de 2018, onde cumpre pena de 12 anos 1 mês por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá, da Operação Lava Jato. Na sexta, ele recebeu autorização da Justiça Federal para viajar e ir à despedida do neto. A íntegra da decisão, tomada na noite desta sexta-feira (1º), não foi divulgada.

Resumo

  • Arthur, neto de Lula, morreu por volta do meio-dia de sexta-feira
  • No mesmo dia, o ex-presidente pediu e obteve autorização para sair da prisão, em Curitiba, e ir ao velório em São Bernardo do Campo (SP)
  • Neste sábado (2), o avião levando Lula decolou de Curitiba às 7h19 e pousou às 8h31 em Congonhas
  • Por volta das 10h20, o ex-presidente pegou um helicóptero para ir a São Bernardo do Campo. De um heliponto, ele seguiu em carro escoltado ao cemitério
  • Lula chegou ao local pouco depois das 11h e foi aplaudido por militantes que o aguardavam
  • Lula saiu do cemitério às 12h58
  • Às 13h20, Lula já havia embarcado em um helicóptero da PM na Volkswagen
  • Por volta das 14h, ele embarcou no avião que o levaria de volta a Curitiba. A aeronave decolou às 14h14 de São Paulo com destino ao Paraná
  • O velório reuniu petistas e amigos de Lula, como a ex-presidente Dilma Rousseff, Fernando Haddad (PT) e Guilherme Boulos (PSOL), candidatos derrotados nas eleições presidenciais de 2018, e os ex-ministros Benedita da Silva, Aloizio Mercadante e Alexandre Padilha.
  • Ao deixar a cerimônia, Fernando Haddad (PT-SP) afirmou que Lula está "sentindo como avô e como pai do pai (de Arthur)". Questionado sobre a situação de saúde do ex-presidente, Haddad afirmou que é preciso "acompanhar" a saúde de Lula após o episódio. "Não podemos subestimar diante de uma dor tão tremenda", afirmou.
    João Pedro Stedile, um dos fundadores do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), contou que o ex-presidente falou durante a cerimônia de cremação.
    "Na fala do Lula quando ele se despediu emocionou a todos nós. Disse que ele (Arthur) vinha sofrendo bullying na escola, que os colegas dele ficavam dizendo que o avô dele era ladrão e por isso estava preso. Ele fez um testemunho (com o neto) dizendo que se comprometia a lutar de todas as formas para que o Poder Judiciário o reconhecesse como inocente. Que ele ia provar a inocência dele. E que lá no céu ele procurasse pela avó, que ia cuidar dele lá. Ele tinha certeza que lá do céu ele ainda ia ter muito orgulho do avô que teve", disse Stedile.
    Amigos da família que participaram da cerimônia disseram que, assim que o caixão desceu na cerimônia de cremação, agentes da Polícia Federal já estavam ao lado do ex-presidente para retirá-lo da sala.
    "Ele era filho único do casal. Era um menino danado. Sorridente. Lembro dele gargalhando", disse a mulher de um ex-deputado do PT, que não quis se identificar. "Ele era aquele menino que, quando estava com outras crianças, logo estava organizando as brincadeiras", lembrou um ex-deputado que também não quis ser identificado.
    As coroas de flores na cerimônia eram todas brancas. Na entrada da sala, uma mensagem dos pais: "Arthur, você iluminou a nossa vida com muita alegria e amor."

    Velório

    O corpo de Arthur começou a ser velado por volta de 22h desta sexta, no Cemitério Jardim da Colina, em São Bernardo do Campo, e seguia ao longo deste sábado. A cremação estava prevista para o meio-dia.
  • Muito emocionados, os pais de Arthur passaram a manhã ao lado do caixão. Objetos pessoais do menino foram colocados perto dele. A sala estava repleta de coroas de flores.
    Por volta de 9h, o movimento havia se intensificado na sala do velório. Por orientação da Polícia Federal, apenas familiares puderam ficar lá dentro. O policiamento era grande do lado de fora.
    Com comboio da Polícia Federal, Lula chegou ao cemitério por volta das 11h. Ele foi recebido com aplausos por pessoas que aguardavam do lado de fora. Abatido, ele deixou o carro, acenou para os militantes e entrou na sala. Do lado de fora, as pessoas rezaram um "Pai Nosso" e gritaram "Lula livre".

  • Amigos e políticos

    Antes mesmo da chegada do ex-presidente, amigos dele e políticos já estavam no local. Entre eles, estão a ex-presidente Dilma Rousseff, o governador da Bahia, Rui Costa, o ex-ministro Fernando Haddad (PT), candidato derrotado no 2º turno das eleições presidenciais de 2018, e os ex-ministros Benedita da Silva, Aloizio Mercadante e Alexandre Padilha.
    A despedida do neto de Lula reuniu ainda petistas como José Genoino, Gilberto Carvalho, José Mentor, José de Fillipi Jr. e o Professor Luizinho, além de Rafael Marques e José Lopes Feijóo, ex-presidentes do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Os deputados Carlos Zarattini (PT-SP) e Ivan Valente (PSOL-SP) também estão presentes.
    O vereador de São Paulo Eduardo Suplicy (PT) disse que foi ao local para abraçar Lula.
    "Momento de extrema tristeza. Vim aqui para abraçar o presidente Lula. Ontem ainda escrevi ao presidente Jair Bolsonaro que era fundamental, sagrado, constitucional que pudesse Lula estar aqui presente no velório de seu neto Arthur. Uma pessoa tão querida", disse Suplicy.
    O candidato derrotado do PSOL à Presidência da República, Guilherme Boulos, também falou com a imprensa.
    "Conversei com a família, dei os pêsames. Felizmente, dessa vez houve um bom senso da Justiça e da Polícia Federal de permitir que o presidente Lula possa vir se despedir do seu neto", afirmou Boulos, referindo-se ao funeral do irmão de Lula, do qual o ex-presidente não conseguir participar devido à demora de decisão favorável do STF.
    O deputado federal Ivan Valente (PSOL) disse que foi preciso um momento de dor para que fosse possível vê-lo e "dar um abraço solidário".
    "Da outra vez ele não pôde vir ao enterro do irmão. Foi uma decisão errada da Justiça no Paraná e tardia do STF. O momento da solidariedade à dor humana vem em primeiro lugar. Quem estava na ilegalidade era a Justiça. Isso faz parte da lei das execuções penais. É papel do Estado prover o deslocamento do ex-presidente Lula. Dessa vez eles não tiveram como barrar", disse Valente.



Ida a São Paulo

O pedido feito pela defesa de Lulapara ele ir ao funeral do neto citava o artigo 120 da Lei de Execução Penal, que diz que "os condenados que cumprem pena em regime fechado ou semiaberto e os presos provisórios poderão obter permissão para sair do estabelecimento, mediante escolta, quando ocorrer falecimento ou doença grave do cônjuge, companheira, ascendente, descendente ou irmão".
O ex-presidente está preso em uma sala especial na Polícia Federal (PF) desde 7 de abril de 2018. Neste período, Lula recebeu a visita de Arthur em duas oportunidades.
Ainda na sexta-feira, o Ministério Público Federal deu parecer favorável à saída do ex-presidente, e a Justiça Federal autorizou a viagem, feita com escolta policial.
O avião em que Lula viajou, um Cessna Grand Caravan de prefixo PP MMS que pertence ao governo do Paraná, pousou no Aeroporto de Congonhas, Zona Sul de São Paulo, às 8h31 deste sábado (2). A decolagem tinha sido às 7h19.
De Congonhas, Lula foi levado no helicóptero da PM até o heliponto da Volkswagen em São Bernardo do Campo, de onde saiu de carro. O veículo foi escoltado por ao menos 10 carros da PM e da PF, além de várias motos.


Por Letícia Macedo, Marina Pinhoni e Isabela Leite, G1 e GloboNews — São Paulo

Policia Civil-MA prende suspeitos de Explodir Caixa Eletrônico do Banco do Brasil da AABB em São Luís

Policia Civil do Maranhão, por meio da Superintendência Estadual de Investigações Criminais - SEIC, deflagrou operação policial, com apoio operacional da SHPP e SENARC, visando dar cumprimento a mandados de prisões preventivas em desfavor dos suspeitos: a) FRANKLIN LINCOLN SILVA ARAÚJO, vulgo “LOURIM ou PLAYBOY”; b) MIRA FORTES TANIKAWA; c) HALISOM HANSEN SANTOS RÊGO, vulgo “LOURAO”; d) FRANCISCO DAS CHAGAS DE MORAES FILHO, vulgo “DIEGO, CHAPA ou JACARÉ”; e) GABRIEL SANTOS LOPES, vulgo “BIEL”. 
A operação foi fruto de um trabalho investigativo produzido pela DCRIF que após o crime, ocorrido no dia 23.01.2019, conseguiu identificar os responsáveis, bem como, individualizar suas condutas. As investigações apontam que o HALISOM HANSEN e o FRANCISCO DAS CHAGAS, foram os responsáveis por explodir o caixa eletrônica e subtrair a gaveta com o numerário.

O suspeito FRANKLIN LINCOLN e GABRIEL SANTOS ficaram no veículo e deram o apoio para a fuga. Após o crime os suspeitos foram para a casa da MIRA FORTES onde realizaram a divisão do dinheiro. Destaque no momento do prisão o suspeito FRANCISCO CHAGAS foi flagrado na posse de duas caixas de munições 9mm é uma porção de maconha. Já HALISOM HANSEN, foi flagrado com uma porção mediana de Cocaína já pronta pra a comercialização. Após as formalidades legais, foram encaminhados ao Complexo Penitenciário de Pedrinhas, onde permanecerão à disposição da justiça.


Com informações 
Blog do Jô Fernandes

sexta-feira, 1 de março de 2019

G1 MOSTRA DEPUTADOS FEDERAIS DO MARANHÃO QUE RESPONDEM A PROCESSOS CRIMINAIS

 G1, portal de notícias da Globo, revela  nesta quinta-feira que 50 deputados federais, entre os quais três do Maranhão, respondem a processos criminais na justiça. Veja abaixo o que diz o G1 sobre o crime de cada um e o que dizem os acusados.
GIL CUTRIM (PDT-MA)
Local do processo: 2ª Vara Criminal de São José de Ribamar
Número do processo: 764-60.2017.8.10.0058
Crime: Crime da Lei de Licitações, peculato e formação de quadrilha
O QUE DIZ: O deputado diz que o processo se refere à execução do convênio n.º416/2013-SECID, destinado à construção de duas praças, uma no Bairro Juçatuba e a outra no Bairro Miritiua, ambos no município de São José de Ribamar. “O referido convênio foi devidamente executado e prestado contas do mesmo. Cabe esclarecer que o deputado Gil Cutrim ainda não foi citado para apresentação de defesa. Sendo assim, os esclarecimentos sobre a perfeita execução do convênio serão prestados nos autos da ação. Após sua notificação formal, todos os esclarecimentos serão fornecidos, uma vez que o processo está na sua fase inicial.”, afirma, em nota, a assessoria jurídica do deputado.
JOSIMAR MARANHÃOZINHO (PR-MA)
Local do processo: Justiça Federal de MA
Número do processo: 0047751-82.2014.4.01.3700
Crime: Furto qualificado
O QUE DIZ: O deputado diz que a acusação é “absurda”. No processo, ele é acusado de permitir o transporte ilegal de madeira extraída da reserva indígena do Alto Turiaçu durante o período em que foi prefeito do município de Maranhãozinho. “As provas apresentadas nos autos pela defesa demonstram justamente o contrário, que em tal período a prefeitura buscou combater o tráfego de caminhões madeireiros pelas estradas vicinais do município, ante os danos que causavam, e chegou a solicitar fiscalização do Incra para coibir tais fatos, contrariando os interesses dos madeireiros”, afirma o advogado Carlos Sérgio de Carvalho Barros. “O deputado jamais teve teve qualquer relação com madeireiros e confia plenamente que a ação será julgada improcedente, pois não há nenhuma prova das acusações. Não custa lembrar que o delegado federal que cumpriu as diligências investigativas nos municípios de Maranhãozinho e Centro do Guilherme foi posteriormente afastado e demitido da Polícia Federal em razão da prática de ilícitos em investigações, e atualmente responde a processo criminal na Justiça Federal do Maranhão.”
2° processo
Local do processo: 96ª Zona Eleitoral do Maranhão
Número do processo: 0000677-89.2016.6.10.0096
Crime: Captação ilícita de sufrágio
O QUE DIZ: O deputado nega as acusações. “Trata-se de ação movida pela coligação derrotada no pleito municipal de 2016, acusando o deputado de ter patrocinado a festa de comemoração de aniversário de uma rádio local para favorecer a candidatura de sua irmã ao cargo de prefeita do Município de Zé Doca. A ação foi julgada improcedente pelo juízo da 96ª Zona Eleitoral, por absoluta ausência de provas. Houve recurso da coligação adversária, que aguarda julgamento pelo TRE. A ação não traz qualquer prova de atuação ilegal por parte do deputado, que confia que o TRE manterá a sentença”, diz o advogado Carlos Sérgio de Carvalho Barros.
JUNIOR LOURENÇO (PR-MA)
Local do processo: 1ª Vara Criminal de Itapecuru Mirim
Número do processo: 185-45.2017.8.10.0048
Crime: Crime da Lei de Licitações
2° processo
Local do processo: 3ª Vara Criminal de Itapecuru Mirim
Número do processo: 1350-30.2017.8.10.0048
Crime: Crime da Lei de Licitações
3° processo
Local do processo: 2ª Vara Criminal de Itapecuru Mirim
Número do processo: 426-82.2018.8.10.0048
Crime: Abuso de poder econômico e político.
O QUE DIZ: O deputado diz que os processos ainda estão em fase inicial. “Não houve sequer o contraditório. Ressaltando ainda que na fase de inquérito não houve contraditório, pois o deputado não foi intimado para prestar esclarecimento sobre os fatos em questão em nenhum dos processos identificados.”

Com informações 
Blog do Jorge Vieira 

TRT-MA determina suspensão da greve dos rodoviários

O Tribunal Regional do Trabalho concedeu nesta quinta-feira, dia 28, o pedido de liminar formulado pela Procuradoria Geral do Município e determinou a suspensão do movimento grevista dos rodoviários, sob pena de multa, diária, no valor de R$ 5 mil.
O pedido foi formulado pela Procuradoria do Município em sede de Tutela Cautelar Antecedente (ação de caráter preparatório a uma eventual petição inicial) tendo como argumentos principais o fato de que a greve foi deflagrada de forma ilegal e abusiva, porque não foram observados os requisitos legais cabíveis para essa medida, como por exemplo, não foi informado o percentual de trabalhadores que permaneceriam em atividade, bem como não houve comunicação prévia à coletividade pelos meios de comunicação disponíveis, em especial, face à essencialidade do serviço público de transporte coletivo.
O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado do Maranhão – STTREMA, por sua vez, justificou que o movimento se deu ao fato de que o Sindicato Patronal não teria cumprido a Convenção Coletiva de Trabalho e um Acordo Judicial firmados nos autos de outro processo. Acerca dessa alegação, a Justiça Trabalhista afirmou que está apreciando o caso para adotar as providências cabíveis e que diante disso, não merece prosperar o movimento grevista.
“Entendemos como legítimo o direito dos trabalhadores exercitarem a greve, mas neste caso específico não estão presentes os requisitos que autorizam essa medida, uma vez que o suposto descumprimento de acordo e da convenção já se encontrarem sob  apreciação judicial. Dessa forma, agimos para preservar o interesse dos milhares de cidadãos de São Luís que todos os dias precisam utilizar o transporte público”, afirmou o Procurador Geral do Município, Marcos Braid.

Com informações 
Blog do Clodoaldo Corrêa