terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Polícia prende integrantes da quadrilha envolvida no assalto em Bacabal

Os suspeitos estavam dentro de um caminhão, em Santa Luzia do Paruá, quando foram surpreendidos durante uma abordagem policial
Na operação de busca a integrantes da quadrilha que realizou assalto em Bacabal, foram presos na madrugada desta terça-feira mais nove suspeitos; e outros três mortos foram em confronto com policiais.
Os suspeitos estavam dentro de um caminhão, em Santa Luzia do Paruá, quando foram surpreendidos durante uma abordagem policial.
O condutor do veículo está entre os presos e, com o grupo, a polícia encontrou armas de grosso calibre e dinheiro, que seria parte do roubo à agência bancária.
“Nosso efetivo está a postos e como já anunciamos, vamos prender os integrantes desse grupo criminoso. Eles não sairão impunes. A força policial do Maranhão deslocou equipes com treinamento de ponta e equipados para responder a qualquer investida destes criminosos e a ordem é prendê-los”, enfatizou o secretário de Estado de Segurança Pública (SSP-MA), Jefferson Portela.
Entre as armas que estavam com os presos, duas metralhadoras calibre 50, pistola e vários coletes à prova de bala e 11 fuzis.
A quantia de dinheiro encontrada com os homens não foi revelada pela polícia.
A ação da Segurança Pública para captura dos membros da quadrilha está em curso, desde o momento do assalto, ocorrido dia 25 de novembro.
Policiais mantiveram cerca na cidade e nos arredores de pelo menos 10 municípios nas proximidades, a fim de impedir que a quadrilha saísse do Estado.
As equipes da Polícia Miliar ficam de prontidão nas cidades de Itapecuru, Vargem Grande, Coroatá, Caxias, Santa Inês, Pedreiras, Bom Jardim e outros municípios fronteiriços a Bacabal, até que todos os membros da quadrilha sejam presos.
Na primeira ação policial foram presos dois policiais – um do Piauí e outro do Maranhão – mais oito pessoas detidas, além de R$ 3,7 milhões recuperados.
Foram mortos em confronto com a polícia Edielson Francisco Lumes, o Dô ou Titi, irmão de Zé de Lessa, que chefiava o grupo nas ações; Warley dos Reis Souza, o Bombado, que é paraense; e Gean Martins Rocha, de Araguaina, no Tocantins.
Segundo as investigações, a quadrilha é a maior em assalto a bancos com atuação nos nove estados do Nordeste e chefiada por José Francisco Lumes, o Zé de Lessa, que comanda do Paraguai.
Cerca de 30 membros da quadrilha vieram para o Maranhão participar do assalto a Bacabal, segundo a polícia. A SSP-MA trabalha com apoio da Interpol, Centro de Controle da Aeronáutica, polícias dos Estados onde há atuação da quadrilha e também, forças policiais do Uruguai.

Com informações 
Blog da Sílvia Tereza 

Sindicato dos rodoviários voltam a se reunir com trabalhadores e patrões para definição



O Sindicato dos Rodoviários do MA informa que na tarde desta segunda-feira (03), esteve reunido com a Prefeitura de São Luís, representada por Canindé Barros, Secretário de Trânsito e Transportes, Pablo Rebouças, Secretário de Governo e Julio Pinheiro, Vice-Prefeito, que se mostraram disponíveis em reunir as duas categorias (trabalhadores e patrões), para que possamos chegar a um acordo, o mais rápido possível, no que se refere as negociações.

Nesse momento, é indispensável que a categoria se mantenha firme e confiante. A entidade está determinada, em até o fim dessa semana, garantir avanços nas negociações, principalmente, em relação a reajuste salarial, aumento no valor do ticket alimentação, além da permanência dos planos de saúde e odontológico e da função de cobrador. Não está sendo fácil, mas pedimos a compreensão de todos, que unidos conseguiremos alcançar os objetivos.

Ressaltamos, que uma greve é uma medida extrema e que se não tivermos mais alternativas, apelaremos sim para uma paralisação no transporte público, mas agora a Prefeitura de São Luís se mostra disponível em negociar e isso já é um bom caminho. Manteremos todos informados sobre os avanços, que brevemente pretendemos garantir. Nesta terça-feira (04), está previsto um encontro entre o Sindicato dos Rodoviários e o Prefeito, Edivaldo Holanda Junior, para que a situação seja discutida.


Ascom Sind. Rodoviários - MA

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Agrotóxico mais usado no mundo está ajudando a exterminar abelhas

Segundo estudo, o glifosato, princípio ativo do Roundup da Monsanto, afeta o microbioma intestinal das abelhas e as deixa vulneráveis à infecções.

O N-(fosfonometil)glicina, princípio ativo do Roundup da Monsanto e mais uma centena de produtos agrícolas, age ao ser absorvido pela folha das plantas de crescimento rápido, também conhecidos como mato, e inibe a ação de enzimas que possibilitam sua existência.
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Por não dependerem dessa enzima, o produto não afeta aos animais. Pelo menos é isso que se pensava. Um novo estudo realizado por pesquisadores da Universidade do Texas, nos EUA, mostra que o mesmo não acontece com microrganismos, muitos dos quais dependem a existência de animais, como as abelhas.

Publicado essa semana no Proceedings of National Academy of Sciences, o artigo explica que, assim como em nós, a saúde das abelhas depende de um ecossistema de bactérias que vive em seu trato digestivo. O glifosato mata algumas dessas bactérias, causando um desequilíbrio que reduz a capacidade do inseto combater infecções.

"Diretrizes atuais consideram que as abelhas não são prejudicadas pelo herbicida", disse Erick Motta, estudante de pós-graduação que liderou a pesquisa, juntamente com a professora Nancy Moran. "Nosso estudo mostra que isso não é verdade".

Para chegar à conclusão, os pesquisadores expuseram as abelhas a níveis normalmente encontrados em plantações e jardins (é grande a chance do jardineiro perto da sua casa usar esse agrotóxico). Pintaram suas costas para que pudessem reconhecê-las e liberaram para seguir sua vida normal.
Recapturadas três dias depois, eles observaram que o herbicida reduziu significativamente a microbiota intestinal saudável. Das oito espécies dominantes de bactérias saudáveis ​​nas abelhas expostas, quatro foram consideradas menos abundantes. A espécie mais atingida, Snodgrassella alvi, ajuda as abelhas a processarem alimentos e a se defenderem contra patógenos.

Mais tarde, ao expor as abelhas a um patógeno oportunista (Serratia marcescens), morreram com mais frequência que as abelhas sem glifosato. Cerca de metade das abelhas com um microbioma saudável ainda estavam vivas oito dias após a exposição ao patógeno, enquanto apenas cerca de um décimo dos insetos cujos microbiomas haviam sido alterados pela exposição ao herbicida ainda estavam vivas.

"Estudos em humanos, abelhas e outros animais mostraram que o microbioma intestinal é uma comunidade estável que resiste à infecção por invasores oportunistas", disse Moran. "Então, se você interromper a comunidade normal e estável, estará mais suscetível a essa invasão de patógenos".

A descoberta entra para uma longa lista de polêmicas que envolvem o agrotóxico mais popular do mundo. "Não é a única coisa que causa todas essas mortes de abelhas, mas é definitivamente algo que as pessoas deveriam se preocupar porque o glifosato é usado em todos os lugares", disse Motta.

São várias a críticas sobre o sistema da Monsanto, que vão da dependência e endividamento de pequenos produtores, desenvolvimento de plantas resistentes à substância, ao extermínio da biodiversidade. É considerado potencialmente cancerígeno pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Apesar da Monsanto (e sua nova controladora Bayer) atestar a segurança do produto com 40 anos de uso no mercado, em agosto a justiça dos Estados Unidos a sentenciou a pagar US$ 289 (cerca de R$ 1,1 bilhão) ao jardineiro Dewayne Johnson que alega ter contraído câncer devido ao uso do Roundup e do RangerPro, um glifosato de segunda linha da Monsanto.

No Brasil, a juíza substituta Luciana Raquel Tolentino de Moura acatou, no dia 3 de agosto, o pedido do Ministério Público Federal, sob a alegação de demora na reavaliação toxicológica do glifosato, e proibiu o uso em todo o País. A ordem para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária era priorizar a reavaliação até o dia 31 de dezembro.

Um dos principais principais interessados no assunto é o ministro da agricultura Blairo Maggi. Um dos maiores produtores de soja do Brasil, ele afirmou que a decisão impediria o plantio de 95% da área de soja, milho e algodão, as três maiores culturas anuais do País. "É muito importante dizer: não há saída sem o glifosato; ou não planta, ou faz desobediência da ordem judicial", disse Maggi.

No dia 3 de setembro, o presidente em exercício do Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF-1), desembargador Kássio Marques, derrubou a liminar. Uma de suas alegações foi que “nada justifica a suspensão dos registros dos produtos” sem a “análise dos graves impactos que tal medida trará à economia do país”.

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Fonte
Revista Galileu

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Atuação de Felipe Camarão! Escolas públicas estaduais conquistam 21 medalhas na Obmep 2018

O Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), divulgou na última semana o resultado da Olimpíada Brasileira de Matemática (Obmep) 2018.  A rede estadual de ensino conquistou 21 medalhas e 200 menções honrosas na maior olimpíada estudantil do país. Entre as medalhas estão 2 de ouro, 1 de prata e 18 de bronze.

Este ano, mais de 18 milhões de alunos participaram da Olimpíada. Os medalhistas de ouro da rede estadual, são: Lucas Almeida Oliveira, do Colégio Militar Tiradentes II, de Imperatriz, e Eduardo Silva Feitosa da Unidade Integrada Didácio Santos, em Balsas.

Colégio Militar Tiradentes I
O Colégio Militar Tiradentes I, em São Luís, obteve o maior número de medalhas entre as escolas da rede estadual de ensino. A escola inscreveu cerca de 700 estudantes na Obmep, desses 35 passaram para a final. Cinco conquistaram medalhas de bronze, além de 26 menções honrosas.

Os medalhistas são: David Willian da Silva, de 14 anos – 9º ano do Ensino Fundamental; Pedro Henrique Pereira da Silva, 12 anos – 7º ano do Ensino Fundamental; Lia Renata Collins da Silva, de 13 anos – 8º ano do Ensino Fundamental; Danyelle Magalhaes Machado, de 13 anos – 8º ano do Ensino Fundamental; e João Guilherme Veloso de Oliveira, de 12 anos – 6º ano do Ensino Fundamental.

“É uma importância muito grande para nós aprimorarmos os nossos conhecimentos. Além disso tem a iniciação cientifica”, disse David Willian, que ganha medalha pelo terceiro ano consecutivo.
“O mais legal é ser reconhecido na escola por meu esforço, como um aluno dedicado”, destacou Pedro Henrique.“Eu confesso que não esperava porque a prova estava muito difícil, mas, quando veio o bronze eu fiquei muito feliz e grata”, disse Lia Renata Collins da Silva.

“Eu só tenho a agradecer a minha família, pelo apoio, aos professores pelo trabalho. E eu estou muito feliz”, disse Danyelle Magalhães. “Significa resultado de muito esforço, muito estudo. É a primeira vez que eu participo e agora eu quero ouro, no próximo ano”, João Guilherme.

Os campeões foram orientados por um time de professores apaixonados por Matemática, uma de suas paixões. Anderson Humberto dos Santos Sousa, Maria do Socorro Sampaio Gonçalves, Emerson de Jesus, Régia Cristina e Luís Henrique Melo de Matos Júnior. Para eles as premiações são resultado de um trabalho conjunto.

“Isso é um trabalho compartilhado entre os professores e a gestão da escola. Por meio de um plano pedagógico anual, nós trabalhamos para melhorar o ensino e a aprendizagem, e sempre temos um foco na Obmep, que é muito importante para nós. Nas férias nós fazemos um trabalho especifico com os alunos que desejam participar da competição estudantil”, destacou o professor Anderson Humberto dos Santos Sousa.

“Esse resultado estimula os alunos a gostarem mais da Matemática, a tirarem aquela aversão que eles têm em relação a esse componente curricular. Aqui eles são preparados para competir, e principalmente para a vida”, destacou a professora Maria do Socorro Sampaio Gonçalves.

“Ser medalhista na Obmep é alcançar um objetivo, ajudar o aluno a abrir seus horizontes para a vida, a gostar da Matemática e quem sabe se tornar um profissional voltado para essa área”, disse Emerson de Jesus.

“O trabalho da escola é muito bom, também em relação à Obmep. Os alunos são preparados no dia a dia, durante as aulas. Quem vai para a segunda etapa tem reforço muito importante para que possam competir de igual”, disse a professora Régia Cristina.

“Esse resultado envolve não só o professor de Matemática, é coletivo, todos os professores têm participação nesse resultado, entender e interpretar uma questão de matemática, por exemplo, exige conhecimento de Língua Portuguesa. Esse resultado aumenta a responsabilidade de todos”, disse.

“Nossa participação foi bastante exitosa, nós tivemos cinco medalhas de bronze, vinte e três menções honrosas, fruto de um trabalho articulado, um planejamento estratégico bem pensado junto aos nossos professores, uma motivação intensa junto aos nossos alunos e a vitória sempre chega. O importante é isso, ter estratégias diferenciadas para que a gente possa conversar com os pais dos nossos alunos, conversar com os nossos alunos da motivação que é a educação no nosso estado. Estamos muito felizes de poder representar o estado do Maranhão em destaque no nosso país”, revelou Yeda Sá Malta, gestora pedagógica do Colégio Militar Tiradentes.

Aos estudantes medalhistas será oferecida a oportunidade de participar do Programa de Iniciação Científica Júnior (PIC Jr – OBMEP), que inclui o recebimento de uma bolsa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Em caso de vacância de bolsas, a critério da coordenação do PIC-Jr, um medalhista poderá ser substituído por um aluno que tenha recebido Menção Honrosa e que esteja matriculado no ensino público.

A Obemep

A Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) é um projeto nacional dirigido às escolas públicas e privadas brasileiras, realizado pelo Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), com o apoio da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), e promovida com recursos do Ministério da Educação e do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Criada em 2005 para estimular o estudo da Matemática e identificar talentos na área, a OBMEP tem como objetivos principais: estimular e promover o estudo da Matemática; contribuir para a melhoria da qualidade da educação básica, possibilitando que um maior número de alunos brasileiros possa ter acesso a material didático de qualidade; identificar jovens talentos e incentivar seu ingresso em universidades, nas áreas científicas e tecnológicas, entre outros.

Com informações 
Blog do Davi Max