sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Ricardo Murad reclama de Ibope contratado pela irmã

O clima da oligarquia é de salve-se quem puder…
Irmão da “manda-chuva” do Sistema Mirante de Comunicação, Teresa Sarney, o candidato a deputado federal Ricardo Murad (PRP) foi às redes sociais para também contestar o resultado do Ibope, divulgado na noite desta quinta-feira, apontando para a eleição de Flávio Dino (PCdoB), Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PPS) já no próximo domingo.
Decepcionado com os números, Ricardo reclama do desempenho da cunhada Roseana Sarney (MDB), da aliada Maura Jorge (PSL) e do “Asa de Muriçoca”, senador Roberto Rocha (PSDB), que não passa de 2% nem com reza braba.
“Roberto Rocha não pode ter 2%; Maura Jorge não pode ter só 5%; e a Roseana não vai ter a mesma votação de Edinho Lobão em 2014”, reclama o ex-secretário que nas últimas semanas atirou para tudo quanto é lado na esperança de forçar contra Flávio Dino um cenário de segundo turno.
Entre os correligionários do clã Murad em Coroatá, o recado foi compreendido como uma tentativa de evitar a debandada de aliados da deputada estadual Andrea Murad (PRP).

Com informações 
Blog do Marrapá 

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

IBOPE: HADDAD CRESCE E SUPERA BOLSONARO NO SEGUNDO TURNO

Pesquisa Ibope para presidente divulgada na noite desta quarta-feira 3 aponta que Jair Bolsonaro oscilou de 31% para 32%, enquanto Fernando Haddad, do PT, de 21% para 23%; Ciro Gomes foi de 11% para 10% e Geraldo Alckmin de 8% para 7%; Marina Silva registrou 4%; nas simulações de segundo turno, Haddad vence Bolsonaro por 43% a 41%; rejeição ao petista caiu para 37%.

Pesquisa Ibope para presidência da República divulgada na noite desta quarta-feira 3 aponta que Jair Bolsonaro (PSL) oscilou de 31% para 32%, enquanto Fernando Haddad, do PT, de 21% para 23%. Nos votos válidos, Bolsonaro tem 38% e Haddad, 28%. O levantamento foi realizado na segunda (1) e na terça (2).
Confira abaixo os dados:
Jair Bolsonaro (PSL): 32%
Fernando Haddad (PT): 23%
Ciro Gomes (PDT): 10%
Geraldo Alckmin (PSDB): 7%
Marina Silva (Rede): 4%
João Amoêdo (Novo): 2%
Henrique Meirelles (MDB): 2%
Alvaro Dias (Podemos): 1%
Cabo Daciolo (Patriota): 1%
Guilherme Boulos (PSOL): 0%
Vera Lúcia (PSTU): 0%
João Goulart Filho (PPL): 0%
Eymael (DC): 0%
Branco/nulos: 11%
Não sabe/não respondeu: 6%
Nas simulações de segundo turno, Haddad voltou a vencer Bolsonaro, por 43% a 41%, embora dentro da margem de erro, diferente do último Ibope, divulgado na segunda. Bolsonaro também perde para Ciro Gomes (46% a 39%) e empata tecnicamente com Alckmin (41% a 40%) e com Marina Silva (43% a 39%).
A rejeição ao petista caiu de 38% para 37%, enquanto a de Bolsonaro caiu de 44% para 42%.

Fonte  Brasil 247

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Sem nenhum grande destaque, debate não deve mudar cenário eleitoral

A campanha de Roseana Sarney colocava muita fé no debate no debate da Mirante para conseguir alguma modificação do atual cenário eleitoral, que pé de vitória de Flávio Dino no primeiro turno. Não pelo desempenho da própria Roseana, mas esperavam muito de Maura Jorge e Roberto Rocha para que eles melhorassem os números e levassem a eleição para o segundo turno. Eles fizeram o esperado e foram pra cima de Flávio Dino mas não tiveram desempenho minimamente satisfatório.
O desempenho da própria Roseana foi melhor do que o esperado, já que ela sempre foi muito ruim em debates. Apesar de visivelmente nervosa, a ex-governadora teve bons momentos de ataque a Flávio Dino. Mas quando confrontado com os problemas de seus governos, teve muita dificuldade para articular os argumentos.
Flávio Dino, como era esperado, se saiu bem. Ele tem histórico muito bom de debates. Tem discurso e boa articulação de argumentos. Foi o mais atacado, mas conseguiu aproveitar o tempo até quando fazia perguntas para responder os questionamentos contra seu governo. Era quem mais tinha a perder já que está no governo, mas não teve problemas.
Roberto Rocha foi muito burocrático e os seus ataques a Flávio não soaram com naturalidade. Foi o que mais se preparou, passando uma semana em media training, mas não conseguiu agregar valor à sua candidatura que não tem conseguido chegar a 2% nas pesquisas.
Maura Jorge, que era a grande incógnita e esperança do Clã de mudança de cenário, foi a maior decepção do debate. Maura não conseguia articular as ideias dentro do tempo e se preocupou muito em falar do seu candidato a presidente para tentar captar sua popularidade. Ao esbravejar tentando incorporar Bolsonaro, Maura se perdeu mais ainda.
Resultado: eleição segue como estava.

Com informações 
Blog do Clodoaldo Corrêa 

terça-feira, 2 de outubro de 2018

Imprensa nacional destaca vergonha da derrota que Roseana deve sofrer

Do UOL – A menos de uma semana das eleições, Roseana Sarney, que foi governadora do Maranhão por quatro vezes e chegou a ser cotada para ser presidente no início do século, pode ser derrotada pela primeira vez em um primeiro turno. Segundo a última pesquisa Ibope, divulgada no dia 19 de setembro, a candidata do MDB ao governo do Maranhão está em segundo lugar, com 32% das intenções de voto totais. Ela está atrás do atual governador e adversário do clã Sarney, Flávio Dino (PCdoB), que possui 49%.
O levantamento indica que Dino tem chances de se reeleger já no primeiro turno, pois ele tem 55% dos votos válidos, quando são retirados da contagem os votos brancos e nulos, que somaram 12% na última pesquisa. Nos votos válidos, o percentual de Roseana vai a 36% das intenções de voto.
Ainda assim, o instituto pesquisou o cenário para um eventual segundo turno entre os dois rivais. O candidato do PCdoB fica com 54% e a representante do clã Sarney, 37%. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.
Se confirmadas as pesquisas, Roseana pode sofrer a sua segunda derrota nas urnas, mas a primeira em um primeiro turno. Em 1994, ela venceu Epitácio Cafeteira por 18.060 votos no segundo turno, obtendo 50,61% dos votos válidos, sendo a primeira mulher a governar o estado. Quatro anos depois, a então governadora pelo PFL foi reeleita no primeiro turno, com 66,01% dos votos válidos.
Com a popularidade em alta, Roseana chegou a ser lançada como pré-candidata à Presidência em 2002, mas teve de retirar a candidatura em março daquele ano, após uma operação da Polícia Federal ter apreendido R$ 1,3 milhão na sede da construtora Lunus, em São Luís. A empresa, de propriedade de Roseana e do marido dela, Jorge Murad, tornou-se o epicentro de uma crise política que modificou os rumos da campanha. Mesmo assim, ela se candidatou ao Senado e foi eleita.
Em 2006, a primeira derrota da carreira política. Ela foi superada por Jackson Lago (PDT) por 97.874 votos de diferença no segundo turno. Porém, Lago teve o mandato cassado em 2009 por abuso de poder político e econômico nas eleiçôes e Roseana assumiu o governo. Em 2010, ela foi reeleita, vencendo inclusive Flávio Dino, seu adversário que é apontado pelas pesquisas como possível vitorioso no primeiro turno deste ano.
Oito anos atrás, a briga entre o PCdoB e o clã Sarney era bem diferente. Em 2010, Roseana venceu o pleito no estado, com 50,08% dos votos válidos ainda no primeiro turno. Dino ficou em segundo lugar, com 29,48%, de acordo com o TSE. Naquele ano, a candidata do MDB conseguiu a maioria dos votos na capital e na grande São Luiz, além do interior do estado – Dino venceu apenas em duas cidades do interior.
Primogênita do ex-presidente José Sarney, que abandonou a vida pública após ficar quase 60 anos no poder, Roseana recebeu R$ 8 milhões do MDB para a campanha – o pai, que convocou a filha para disputar as eleições, doou R$ 95 mil para a campanha. Até agora, segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), mais de R$ 5,6 milhões já foram gastos, e a candidatura não decolou.
Segundo a professora Ilse Gomes, do departamento de Ciência Política da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), há duas explicações para o desempenho da ex-governadora. “Roseana se desgastou muito nas últimas gestões, e a família Sarney não conseguiu apresentar uma liderança alternativa”, explicou.
Hoje a taxa de rejeição da candidata (40%) é a maior entre os postulantes ao governo, segundo o Ibope. O atual governador é o segundo na lista, com 22%.
Para Ilse, esse índice é fruto de dois aspectos: a escolha da família em apoiar o governo Temer e o trabalho de Dino em diminuir a força do clã nos redutos eleitorais da família com programas de assistência social: os municípios mais pobres do Maranhão.
Mas o eleitor típico de Roseana ainda parece vir de lá, segundo o Ibope. Ele mora fora da capital, tem entre 45 e 54 anos, ganha até um salário mínimo, tem até a quarta série do ensino fundamental, declara ser negro ou pardo e e possui a religião católica.
Outro ponto, salienta Ilse Gomes, é que os candidatos do Nordeste que apoiaram o ex-presidente Lula (PT)tiveram uma disparada nas pesquisas de intenção de voto.

Com informações 
Blog do Clodoaldo Corrêa