sexta-feira, 1 de junho de 2018

NOTA PÚBLICA



Sobre a comunicação no Maranhão!

O grupo do senador José Sarney, dono de um império midiático, diz está “preocupado” com a “democratização” da comunicação no Maranhão, acionando por conta disso a Polícia Federal e a Procuradoria Geral Eleitoral. Segundo Sarney/Mirante, o atual governo estadual, sob o comando de Flávio Dino, estaria fazendo uso eleitoral de emissoras de rádio e TV, incluindo a Rádio Timbira, que pertence ao poder público. No meio desse conflito, movido evidentemente por razões eleitorais, o grupo Sarney disse que “rádios comunitárias” recebem vantagens “imorais” do atual governo.

Diante dos fatos e de um tema que interessa a toda a sociedade, o Jornal Vias de Fato se sente na obrigação de se manifestar:

1º - Para a classe política maranhense o tema comunicação sempre foi, ao longo do tempo, sinônimo de manipulação da opinião pública e concentração de poder. Sendo assim, repudiamos toda e qualquer acusação que possa depreciar o necessário movimento de criação e fortalecimento de rádios verdadeiramente comunitárias no Maranhão.

2º - Diante das acusações feitas pelo grupo Sarney no intuito de atingir a reputação das autênticas rádios comunitárias; sugerimos que seja feito um pedido de informação ao atual governo, baseado na Lei nº 12.527/2011, sobre todos os gastos com comunicação desde 1.º de janeiro de 2015 até os dias de hoje. Lembramos que essa foi uma demanda do I Seminário Comunicação e Poder no Maranhão, realizado em outubro do ano passado.

3º - A Associação Brasileiras de Rádios Comunitárias no Maranhão (Abraço-Ma), na gestão presidida pelo professor Ed Wilson Araújo, tem sido parceira do Jornal Vias de Fato na difícil luta pela democratização da comunicação em nosso estado. Junto com a Abraço-Ma e várias outras organizações, promovemos o I Seminário Comunicação e Poder no Maranhão. Este evento trouxe bons frutos, consolidando alianças estratégicas, dentro e fora do estado. Porém, esse debate ainda não foi suficiente para alterar a injusta distribuição de recursos públicos da comunicação no Maranhão.

4º - A política de comunicação do atual governo do Maranhão ainda não avançou no sentido de fazer com que o orçamento público seja utilizado para fracionar o poder e ampliar voz de setores historicamente oprimidos, garantindo a todos eles a absoluta liberdade de expressão e autonomia. Trata-se de uma política pública que segue conservadora e submetida a um status quo.

5º - A Rádio Timbira foi completamente abandonada e sucateada pelos governos de Roseana, num evidente prejuízo a sociedade maranhense. O atual governo recolocou a Timbira no ar. Isso é um avanço. Cabe a opinião pública discutir; democraticamente; até que ponto a programação da rádio é de interesse público ou de interesse da propaganda e reeleição do atual governo.

6º - Repudiamos qualquer tentativa de fechar, calar ou censurar a Rádio Timbira. Acionar a Polícia Federal para tratar de uma rádio, como fez o grupo Sarney, é um completo absurdo! Num momento de açodamento de ideias fascistas no país, esse tipo de iniciativa do grupo Sarney é de um absoluto desserviço a sociedade brasileira.

7º - A luta pela democratização da comunicação é uma das maiores demandas da sociedade maranhense, estado onde existe a maior concentração midiática do país. Consideramos justo e necessário que o dinheiro público seja destinado para financiar uma comunicação alternativa, praticada a partir de outros paradigmas. A mídia de mercado, a comunicação feita por empresas privadas, venais e de viés oligárquico, não atende, nem de longe, ao interesse da grande maioria da população.

8º A atual edição impressa do Jornal Vias de Fato (nº 69) tem como tema principal exatamente a comunicação popular. A versão completa dessa mesma edição (maio/junho de 2018) pode ser acessada em PDF no site do Núcleo Piratininga de Comunicação (nucleopiratininga.org.br). Entre os textos dessa edição, um deles é intitulado “A comunicação dos ricos e os escândalos no Maranhão”.

9º - E por fim, lembramos que Roseana Sarney governou o Maranhão por quatro vezes. Nesse período, através de agências de propaganda, repassou milhões para os cofres do Sistema Mirante, da qual ela é sócia. Em resumo: ela pagou a si mesma. O grupo Sarney/Mirante representa um escândalo na comunicação brasileira. Estranhamos a violência com a qual eles partiram para esse tema, pois quem tem rabo de palha, não deveria passar perto de fogo.

Fonte: Jornal Vias de Fato

Flávio Dino desmente “fake news” sobre “falecimento em acidente”


O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), usou suas redes sociais para desmentir uma fakenews sobre um acidente que teria sido sofrido por ele. Mostrou sua indignação com o teor da falsa notícia.
A fake news, compartilhada por meio de redes sociais, publicada em um site forjado (falso) com extensão estranha “tk”, falava sobre um  inexistente capotamento que “teria resultado no falecimento do governador”.
“Informo que essa ‘notícia’ é absolutamente falsa. Estou vivo e com boa saúde. Isso dá para ter a dimensão de como será a campanha eleitoral deste ano. Meu repúdio, lembrando que tenho família, inclusive com pais idosos“, expressou Flávio.
A proliferação de falsas notícias mostrou-se uma preocupação para o Tribunal Superior Eleitoral. O ministro Luiz Fux,  ao assumir a presidência do TSE, garantiu que o combate ao fake news será uma das prioridades durante o período eleitoral.

Com informações 
Silvia Tereza 

Maranhão não tem mais pontos de bloqueio; reabastecimento ainda é lento

A greve dos caminhoneiros está totalmente desmobilizada no Maranhão. Os últimos pontos de bloqueio no Estado já estão com circulação normal. O Maranhão não teve efeitos tão graves como em outros estados, mas ainda é grande o desabastecimento de frutas, verduras e legumes na capital, e de combustível no interior.
A expectativa é que dentro de uma semana, a situação esteja normalizada. O banco de sangue do Hemomar está desabastecido e a Ceasa sofreu muito com o desabastecimento de hortifrútis. Aos poucos, os alimentos estão chegando na central de abastecimento. Como consequência, os supermercados também estão sem os produtos perecíveis.
O transporte público na capital segue com circulação normal. Nesta quinta-feira (31) a frota é reduzida por ser feriado.

Por Clodoaldo Corrêa 

O PREÇO DO DIESEL: GOVERNO TIRA DO SOCIAL E IGNORA LIÇÕES DA CRISE


 O ministro Eliseu Padilha afirmou que o governo fez “um sacrifício muito grande” para bancar o subsídio ao preço do diesel. Faltou dizer que boa parte deste sacrifício será empurrada aos mais pobres, que vão sofrer com os cortes em programas sociais.
A equipe econômica cancelou despesas de mais de R$ 1,2 bilhão. A tesoura atingirá o orçamento de áreas como saúde, educação, saneamento e habitação popular. Os cortes estão detalhados em 36 páginas de uma edição extra do “Diário Oficial da União”.
Só o Ministério da Saúde vai perder R$ 160 milhões. Serão afetados os hospitais universitários, o atendimento às populações indígenas e a Rede Cegonha, que acompanha as gestantes.
O governo também voltará a tirar dinheiro de vitrines da gestão petista, como o Farmácia Popular e o Mais Médicos. Os dois programas, que já foram achatados na gestão Michel Temer, vão sofrer novos cortes de R$ 45 milhões.
Na Educação, os alvos da tesoura serão os estudantes pobres que recebem bolsas no ensino superior. Na Integração Nacional, programas de segurança alimentar, de obras contra as secas e de saneamento em comunidades ribeirinhas.
Outros cortes parecem atender ao lobby ruralista, que exerce cada vez mais influência no Planalto. A reforma agrária perderá R$ 30,7 milhões no Orçamento. As ações de demarcação e proteção de terras indígenas, outros R$ 625 mil.
Até o Criança Feliz, um dos poucos programas sociais lançados na era Temer, sofrerá corte de R$ 3,9 milhões. A marca foi associada à primeira-dama, mas não reduziu a impopularidade presidencial.
O governo decidiu tirar do social para não mexer na política de preços da Petrobras. Isso significa que a blindagem de Pedro Parente continua intacta, mesmo depois de uma greve provocada por sucessivos aumentos nos combustíveis.
Os números do “Diário Oficial” também mostram que o Planalto ignorou outras lições da crise. Para cobrir o subsídio do diesel, serão cortados mais de R$ 8 milhões em investimentos no transporte ferroviário e aquaviário. Essas verbas ajudariam a reduzir nossa dependência das rodovias — e o risco de um novo colapso quando os caminhoneiros voltarem a parar.



Por Bernardo de Mello Franco