quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018
Informativo- N° 592
Informe Nº 592 • 1º de fevereiro de 2018
Ação de controle da CGU resulta em cancelamento de benefícios de 346 mil famílias do Bolsa Família
O Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU) realizou ações de controle no Bolsa Família com o objetivo de avaliar a efetiva aplicação dos recursos destinados ao programa. As constatações identificadas foram divulgadas no Relatório de Avaliação da Execução de Programas de Governo nº 75 – Programa Bolsa Família, publicado no Portal da Transparência no dia 29 de dezembro de 2017.
O documento foi encaminhado ao Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) para adoção das medidas recomendadas. Cada uma delas será acompanhada e monitorada pela CGU até sua implementação.
A primeira medida adotada pelo ministério foi o cancelamento, na folha de pagamento de janeiro de 2018, dos benefícios das 345.906 famílias – apontadas no relatório – que ainda não tinham sido cancelados por um dos processos de averiguação ou revisão cadastral do MDS.
Os benefícios cancelados aparecem no SIBEC como: PROCEDIMENTO DE FISCALIZAÇÃO/EM AVERIGUAÇÃO”, cujo campo “justificativa” indica “PROCEDIMENTO DE FISCALIZAÇÃO REFERENTE AO PROCESSO MASSIVO DE FISCALIZAÇÃO CGU SA 20180268503”.
A próxima medida a ser adotada pelo MDS será a instauração de processos de cobrança de ressarcimento dos valores recebidos indevidamente pelas famílias, o que permitirá ao responsável familiar a devolução dos recursos na fase inicial do processo e possibilitará o arquivamento.
Sobre o Relatório da CGU
Conforme consta no relatório citado, 345.906 famílias apresentam fortes indícios de terem declarado de forma incorreta as informações de renda no momento do cadastramento. Elas poderão receber sanções legais, como o cancelamento dos respectivos benefícios e a devolução dos valores indevidamente recebidos, além da impossibilidade de retornar ao Bolsa Família. Caso a família restitua os valores recebidos indevidamente, poderá voltar ao programa após 12 meses da data do pagamento.
Como a CGU também encaminha o relatório ao Ministério Público Federal, os casos identificados poderão ser objeto de inquérito da Polícia Federal para responsabilização criminal do responsável familiar, que tenha omitido ou subdeclarado renda no momento do cadastramento ou da atualização cadastral.
O trabalho da CGU identificou pelo menos um membro dessas famílias com renda formal superior a meio salário mínimo per capita nas seguintes bases de dados:
Para identificar quem prestou informações falsas, a CGU comparou apenas as rendas obtidas pelas famílias antes da última atualização cadastral, ou seja, não foram consideradas as rendas cuja data de início do vínculo de trabalho ou de benefício previdenciário fosse posterior à data das atualizações cadastrais.
Assim, segundo o órgão, todas essas famílias tiveram pelo menos um membro familiar com renda omitida ou subdeclarada no momento da atualização cadastral ou do seu cadastramento inicial.
O quadro abaixo apresenta o resumo do quantitativo de famílias, que não informaram renda existente no momento do cadastramento ou de atualização cadastral, em faixas de valores a partir de meio salário mínimo:
Ressarcimento de valores indevidos pagos pelo Bolsa Família
A base legal para que o MDS instaure os processos de cobrança de ressarcimento de valores recebidos indevidamente por famílias do programa que omitiram ou subdeclararam renda no ato do cadastramento ou da atualização de suas informações no Cadastro Único está no Art. 14-A da Lei nº 10.836, de 2004, que criou o Programa Bolsa Família.
Art. 14-A. Sem prejuízo da sanção penal, será obrigado a efetuar o ressarcimento da importância recebida o beneficiário que dolosamente tenha prestado informações falsas ou utilizado qualquer outro meio ilícito, a fim de indevidamente ingressar ou se manter como beneficiário do Programa Bolsa Família.
§ 1º O valor apurado para o ressarcimento previsto no caput será atualizado pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - IPCA, divulgado pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
§ 2º Apurado o valor a ser ressarcido, mediante processo administrativo, e não tendo sido pago pelo beneficiário, ao débito serão aplicados os procedimentos de cobrança dos créditos da União, na forma da legislação de regência.
Os artigos 33 a 35 do Decreto nº 5.209, de 2004, regulamentam os procedimentos, os prazos e as etapas da instrução processual, incluindo a garantia da ampla defesa e do contraditório, previstos na Constituição Federal.
Segundo a CGU, a metodologia utilizada na auditoria, que inclui nos resultados apenas declarações de rendas recebidas antes da atualização cadastral e, portanto, omitidas ou subdeclaradas, permitirá a instrução rápida dos processos de cobrança de ressarcimento.
A partir da aplicação dos resultados da ação de controle da CGU, essas famílias não poderão ter seus benefícios revertidos, além de ficarem impedidas de retornar ao Bolsa Família e terem de devolver aos cofres públicos os valores recebidos indevidamente.
ATENÇÃO!
Para este processo específico de cobrança de ressarcimento, não será requerida a atuação dos municípios, uma vez que os achados da CGU permitem a identificação de dolo no oferecimento de informações falsas pela família. O cancelamento realizado neste procedimento de fiscalização não pode ser revertido pela gestão municipal – nem mesmo mediante visita domiciliar.
IMPORTANTE!
As famílias identificadas pela CGU que permanecerem no Cadastro Único devem manter o seu cadastro corrigido e atualizado. Após a quitação do débito com a União, caso a família retorne ao perfil para recebimento de benefício, poderá ser habilitada para nova concessão.
Mais informações sobre os processos de fiscalização no Programa Bolsa Família podem ser obtidas nos Informe Gestores 345, de 6/12/12, e Informe Gestores 354, de 28/02/13.
Edições anteriores:
Informe Gestores 591
Programa Bolsa Família bate recorde em condicionalidades da educação
Informe Gestores 590
Pagamento do Bolsa Família começa dia 18 de janeiro
Informe Gestores 589
Calendário de pagamentos do Bolsa Família 2018 já está disponível
Anote na agenda
16 de março de 2018
Data-limite para as famílias beneficiárias do Bolsa Família do G4 atualizarem seus dados no Cadastro Único e evitarem o cancelamento dos benefícios.
Radialistas visitam rádio comunitária em Governador Edsom Lobão
Os Radialista Adilson Sousa e Sérgio Rodrigues,visitaram a rádio comunitária Diamantina em Governador Edson Lobão na região Tocantina na tarde de hoje 01 de fevereiro.
A visita foi uma cortesia e na oportunidade Adilson radialista e militante do movimento de rádios,anunciou e fez convite para todas as rádios e comunicadores comunitários da região central do estado,para uma oficina de rádio.
A oficina irá acontecer nos dias, 02,03 e 04 de fevereiro no prédio do IEMA na cidade de Barra do Corda.
Sérgio Rodrigues narrador esportivo,comentou sobre os detalhes do campeonato maranhense e programações sobre a partida entre São José x Imperatriz,no estádio Frei Epifânio da Abadia em Imperatriz, no próximo sábado 03 de fevereiro à partir das 19:30hs.
A Rádio Comunitária Diamantina tem a frente como diretor o jornalista Nardele Oliveira.
Por Genésia Sousa
A visita foi uma cortesia e na oportunidade Adilson radialista e militante do movimento de rádios,anunciou e fez convite para todas as rádios e comunicadores comunitários da região central do estado,para uma oficina de rádio.
A oficina irá acontecer nos dias, 02,03 e 04 de fevereiro no prédio do IEMA na cidade de Barra do Corda.
Sérgio Rodrigues narrador esportivo,comentou sobre os detalhes do campeonato maranhense e programações sobre a partida entre São José x Imperatriz,no estádio Frei Epifânio da Abadia em Imperatriz, no próximo sábado 03 de fevereiro à partir das 19:30hs.
A Rádio Comunitária Diamantina tem a frente como diretor o jornalista Nardele Oliveira.
Por Genésia Sousa
MARANHENSES PODEM USAR SITE E APLICATIVOS PARA VER SALDO DO BOLSA ESCOLA
Gleciane Silva, beneficiada com o Bolsa Escola disponibilizado em São José de Ribamar. (Foto: Handson Chagas)
Os créditos do Bolsa Escola começam a ser liberados nesta quarta-feira (31) em todo o Maranhão. O programa do Governo do Estado complementa a renda de famílias maranhenses, com o objetivo de garantir a compara de material escolar para estudantes de 4 a 17 anos.
É o terceiro ano em que o governador Flávio Dino coloca o programa em ação.
Nos dois anos anteriores, foram investidos mais de R$ 100 milhões para a compra de cadernos, livros, canetas, mochilas e outros itens.
O Bolsa Escola funciona por meio de um cartão. É nesse cartão que serão depositados os créditos.
“É um crédito em cartões para que nossas crianças possam garantir a compra de seu material escolar”, conta o secretário de Estado de Desenvolvimento Social, Neto Evangelista, responsável pelo Bolsa Escola.
Quem já tem o cartão vai receber o saldo nesta quarta-feira. São alunos que já foram beneficiados nas edições anteriores. Ou seja, eles já poderão comprar o material nos quase 1.800 comércios cadastrados em todo o Estado.
Quem ainda não tem o cartão ou quem tinha e perdeu vai ser contemplado posteriormente, pois é preciso aguardar a emissão por parte da instituição bancária.
A previsão é que isso seja feito até março. Quem tem o cartão e não sabe mais a senha pode procurar o Banco do Brasil para voltar a ter acesso aos créditos.
Site e aplicativo:
A partir desta quarta-feira, as famílias já podem ver se o crédito está disponível. Isso pode ser feito pelo
site http://www.bolsaescola.sedes.ma.gov.br/site/ou pelos aplicativos em todas as plataformas para telefones celulares e tablets.
Lá também está a lista dos estabelecimentos cadastrados. A relação está dividida por cidades para facilitar a busca.
O valor do Bolsa Escola é de R$ 51,00 para cada criança e jovem de 04 a 17 anos. Não há limites de quantidade de filhos por família.
Renda e trabalho:
O Bolsa Escola também gera renda e trabalho, já que movimenta o comércio de quase 2 mil papelarias e comércios no Maranhão.
“Com a chegada do Bolsa Escola, aumentou consideravelmente nosso movimento e nosso faturamento também. Mas, ao nosso ver, o melhor de tudo foi que milhares de famílias maranhenses tiveram um incremento em seus orçamentos na hora de comprar os materiais escolares de seus filhos. Uma iniciativa governamental como esta é digna de elogios”, diz Mauricio Lino Costa, dono da Aquarela Papelaria, no Turu, em São Luís.
Tiroteio em Penalva termina com um morto e em Viana, acidente com vítima fatal
A onda de violência e imprudência continuam aumentando nas cidades da Baixada Maranhense. Ontem e hoje, as cidades de Penalva e Viana foram marcadas por grandes atos de violência e acidentes fatais, que terminaram em duas mortes, inclusive de uma aposentada hoje cedo.
De acordo com as informações encaminhadas ao Blog do Jailson Mendes, o primeiro caso aconteceu no bairro Bacural, em Penalva. Um homem identificado apenas como Baldez recebeu diversos tiros e foi brutalmente assassinado. Um companheiro dele também foi atingido com os disparos, mas ainda está vivo.
Vídeos e fotos foram divulgados, mas o blog prefere não publicar nenhuma mídia. A morte aconteceu após um tiroteio com centenas de tiros, mas a polícia não divulgou, até agora, nenhuma informação oficial. Em menos de 24 horas, dois tiroteios foram registrados no município de Penalva e a população vive apreensiva.
Agora pela manhã, no bairro de Fátima, em Viana, uma aposentada morreu após ter sua cabeça esmagada por uma caçamba. Pelo que o blog colheu, trata-se de uma senhora identificada apenas como Dona Raimunda e no local do acidente não tinha nenhum quebra-mola e as circunstâncias do acidente não foram divulgadas até agora.
Folha de SJB
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